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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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Editorial

- Publicada em 03h00min, 12/12/2019. Atualizada em 08h18min, 12/12/2019.

Governo tem que proteger e policiar mais a Amazônia

O Brasil voltou a ser tema de discussão internacional, agora na Conferência do Clima, em Madri, infelizmente, de modo negativo. Houve o assassinato de indígenas ligados a Organizações Não Governamentais (ONGs) no Maranhão, como já foi noticiado.
O Brasil voltou a ser tema de discussão internacional, agora na Conferência do Clima, em Madri, infelizmente, de modo negativo. Houve o assassinato de indígenas ligados a Organizações Não Governamentais (ONGs) no Maranhão, como já foi noticiado.
Entretanto, cabe observar que houve uma reação por parte do governo federal, que talvez não tenha sido bem comunidada. É que o Ministério da Justiça enviou efetivos da Força Nacional de Segurança Pública para impor ordem no Maranhão.
Ao mesmo tempo, a Polícia Federal vai investigar o assassinato dos indígenas Guajajaras, segundo o ministro da Justiça, Sérgio Moro. O ministro quer evitar, segundo declarou, qualquer novo incidente criminoso, posição que está correta.
De fato, é importante resguardar a Amazônia e garantir que ela seja protegida e policiada pelo governo brasileiro. É uma ação fundamental para manter esse patrimônio do País, mas, talvez, isso não tenha eco em outros países.
É que, perante o mundo, quando as notícias circulam quase instantaneamente, fica difícil para o Brasil responder pelas mortes dos índios, ainda que tenham sido praticadas por criminosos pagos, provavelmente por questões ambientais e pela defesa dos indígenas aos seus povos.
A Funai também foi à aldeia Guajajara para tomar providências junto com as autoridades do governo do Maranhão. Segundo autoridades, não foram ainda encontrados indícios de vínculos entre os crimes e atritos entre indígenas e madeireiros.
Desde logo, no entanto, a líder indígena Sonia Guajajara responsabilizou o presidente Jair Bolsonaro pelo assassinato a tiros de dois homens de sua comunidade. Para ela, os crimes não são casos isolados, mas reflexo do ódio que seria disseminado pela autoridade máxima do País contra os povos indígenas.
E foi essa a versão que circulou no ambiente da Conferência do Clima e foi assimilada por ambientalistas de outros países, e logo repetida.
É urgente que uma política racional e efetiva comece a evitar atritos entre indígenas e os que buscam tomar posse de terras, inclusive com a participação de desembargadores, conforme noticiado na Bahia.
E que políticas de desenvolvimento sustentável, na região, sejam implantadas e divulgadas para o mundo, a fim de melhorar a imagem do País.
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