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Jornal do Comércio

Opinião

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02/12/2019 - 03h00min. Alterada em 02/12 às 03h00min

Homens públicos deletérios

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Em verdade, o nosso Brasil é um País muito mal servido em termos de homens públicos. Muitos pilantras, maus brasileiros encastelados nos Três Poderes constituídos, pululam como vermes, um verdadeiro magote de velhacos purulentos a esvoaçar por sobre a nossa infeliz Pátria ferida, exangue, resfolegante na mesa do butim diabólico das negociatas, das sem-vergonhices das mais despudoradas. Não, em absoluto, não acredito que a maioria dos senadores e deputados federais estejam a fim de fazer reverter o retrocesso lamentável viabilizado pelo placar melancólico que, no STF, vedou a prisão aos condenados em segunda instância. Este resultado, ao que tudo indica, foi muito bem urdido pelos protagonistas da grande "acochambração" dos "colarinhos brancos", que vem sendo vivenciada e assistida por uma população atônita no plenário dos magistrados integrantes da Suprema Corte, desde muito antes do início deste tumultuadíssimo governo.
Em verdade, o nosso Brasil é um País muito mal servido em termos de homens públicos. Muitos pilantras, maus brasileiros encastelados nos Três Poderes constituídos, pululam como vermes, um verdadeiro magote de velhacos purulentos a esvoaçar por sobre a nossa infeliz Pátria ferida, exangue, resfolegante na mesa do butim diabólico das negociatas, das sem-vergonhices das mais despudoradas. Não, em absoluto, não acredito que a maioria dos senadores e deputados federais estejam a fim de fazer reverter o retrocesso lamentável viabilizado pelo placar melancólico que, no STF, vedou a prisão aos condenados em segunda instância. Este resultado, ao que tudo indica, foi muito bem urdido pelos protagonistas da grande "acochambração" dos "colarinhos brancos", que vem sendo vivenciada e assistida por uma população atônita no plenário dos magistrados integrantes da Suprema Corte, desde muito antes do início deste tumultuadíssimo governo.
A reação deslavada, deprimente, deletéria, contra o saneamento forjado pela redentora Operação Lava Jato, ocorre desde 2016, protagonizada, em particular e principalmente, por membros do Poder Legislativo acoitados em sua maioria, não apenas no PT, mas também nos partidos do chamado "centrão". De repente, como numa revanche maligna, o grande justiceiro aclamado pelo povo, nosso juiz Sérgio Moro, mais os procuradores do Ministério Público, todos verdadeiros "intocáveis" desta enganada população saqueada pela corrupção, passam a ser apontados como infratores de discutíveis postulados jurídicos. Que se diga, esses verdadeiros "paladinos da Justiça" fizeram muito bem nos contatos que estabeleceram de forma a condenarem contumazes, vorazes, irrecuperáveis dilapidadores do erário público.
Que seja dito, lamentavelmente, a sociedade brasileira parece que se resignou a aceitar, para todo o sempre, esse estado calamitoso de imoralidade pública perpetuado pela grande maioria, tanto de congressistas como de togados. As manifestações nas ruas dos cidadãos e cidadãs desta "terra brasilis" já não são mais as de 2013. E olha que as motivações naquele ano não tinham nem a metade do peso das que campeiam livres, leves e soltas em 2019. Os descendentes e os mesclados com os portugueses, enfim todos nós que compomos a Nação, parecemos ter perdido a capacidade de indignação, como a que vêm demonstrando nossos vizinhos de sangue castelhano. É uma pena! Aceitar este estado de coisas indecente, pusilâmine, verdadeiramente nojento, não condiz com a nossa herança histórica. Enfim, que Deus tenha piedade dos "pastores de ovelhas". 
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
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