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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

29/11/2019 - 13h45min. Alterada em 29/11 às 13h45min

Transporte coletivo

Claudio Dilda
O tema transporte coletivo eclode com intensidade e profusão de opiniões tão somente na época do reajuste de tarifa. Para os usuários o aumento é sempre excessivo, para os empresários está sempre aquém do mínimo necessário para manter a frota em circulação. Este é o contexto em que após idas e vindas envolvendo o Executivo, o Legislativo, o Ministério Público, liminares, cautelares, passeatas e protestos, sindicatos das empresas, associações e sindicatos de usuários. Tarifa proposta com uma pequena gordura para baixar depois em alguns centavos: para o Executivo, velha estratégia que ainda surte efeito; para os usuários, sensação de vitória mesmo que parcial e assim que passa a vigorar o reajuste, paga. qualidade do transporte coletivo em Porto Alegre deixa a desejar. As paradas de ônibus são o apanágio do descaso: há quanto tempo não é feito estudo que contemple quantidade necessária e qualidade desejável? E os ônibus? Temos um pouco de tudo: vai de ônibus novos (poucos), a ônibus mal-conservados externa e internamente, rodando com pneus excessivamente cheios que, a cada desnível ou buraco na pista, produz solavancos secos muito desagradáveis, e aqueles que possuem elevador para cadeirantes, parecem baterias. E no aspecto humano? Motoristas, cobradores, usuários. Existem exímios motoristas ao volante e no atendimento aos usuários nas paradas, no embarque e na acomodação interna do ônibus; mas existem motoristas que arrancam e param os veículos de forma brusca, assim como o fazem nas trocas de marchas. Esquecem que transportam pessoas, parece. Os cobradores cumprem sua função de controlar a roleta. E aqui uma pergunta: quem observa, controla e organiza a ocupação das poltronas reservadas para idosos e outros? mais mulheres que homens. Nem uso de bengala resolve. Quem fiscaliza?
O tema transporte coletivo eclode com intensidade e profusão de opiniões tão somente na época do reajuste de tarifa. Para os usuários o aumento é sempre excessivo, para os empresários está sempre aquém do mínimo necessário para manter a frota em circulação. Este é o contexto em que após idas e vindas envolvendo o Executivo, o Legislativo, o Ministério Público, liminares, cautelares, passeatas e protestos, sindicatos das empresas, associações e sindicatos de usuários. Tarifa proposta com uma pequena gordura para baixar depois em alguns centavos: para o Executivo, velha estratégia que ainda surte efeito; para os usuários, sensação de vitória mesmo que parcial e assim que passa a vigorar o reajuste, paga. qualidade do transporte coletivo em Porto Alegre deixa a desejar. As paradas de ônibus são o apanágio do descaso: há quanto tempo não é feito estudo que contemple quantidade necessária e qualidade desejável? E os ônibus? Temos um pouco de tudo: vai de ônibus novos (poucos), a ônibus mal-conservados externa e internamente, rodando com pneus excessivamente cheios que, a cada desnível ou buraco na pista, produz solavancos secos muito desagradáveis, e aqueles que possuem elevador para cadeirantes, parecem baterias. E no aspecto humano? Motoristas, cobradores, usuários. Existem exímios motoristas ao volante e no atendimento aos usuários nas paradas, no embarque e na acomodação interna do ônibus; mas existem motoristas que arrancam e param os veículos de forma brusca, assim como o fazem nas trocas de marchas. Esquecem que transportam pessoas, parece. Os cobradores cumprem sua função de controlar a roleta. E aqui uma pergunta: quem observa, controla e organiza a ocupação das poltronas reservadas para idosos e outros? mais mulheres que homens. Nem uso de bengala resolve. Quem fiscaliza?
Ex-presidente de Fepam e ex-secretário da Sema e da Smam
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