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Opinião

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Artigo

25/11/2019 - 17h39min. Alterada em 25/11 às 20h46min

Banco Central independente

Antonio Vigil
Entra governo, sai governo, e a cantilena continua. É preciso saber o que está por trás dessa insistência. Na página 7 do JC desta quarta-feira lemos que o economista Fábio Kanczuk, indicado para a diretoria de Política Econômica do BC, afirmou que a autonomia da instituição é um ganho importante e que bancos centrais autônomos conseguem ter juros menores!
Entra governo, sai governo, e a cantilena continua. É preciso saber o que está por trás dessa insistência. Na página 7 do JC desta quarta-feira lemos que o economista Fábio Kanczuk, indicado para a diretoria de Política Econômica do BC, afirmou que a autonomia da instituição é um ganho importante e que bancos centrais autônomos conseguem ter juros menores!
Não se pode dizer que seja mentira, mas é necessário saber o porquê. Na página 6 deste jornal de quarta-feira temos a explicação histórica através do artigo Trezentos Anos de Bolha, de Hélio Beltrão, engenheiro com especialização em finanças e MBA na Universidade de Columbia. Então a seguir eu reproduzo os trechos finais desse artigo: "Os bancos centrais atuais têm criado bolhas desde 1995 usando política monetária idêntica à de Law; reduzindo juros e induzindo endividamento e alavancagem que inflam os preços de ações e títulos. Desde 2009, a bolsa americana subiu 350%, inflada pela política monetária. Do mesmo modo, os títulos de 30 anos zero-cupom do governo dos EUA têm sido invariavelmente o melhor investimento há décadas"! Ora, o Federal Reserve é "dominado" pelos bancos privados norte-americanos e não precisa ser "gênio" para entender que ele age para beneficiar as instituições financeiras.
Os bancos privados são detentores da maioria das ações das grandes empresas americanas e dos títulos do governo dos EUA, já mencionados. Portanto, a tão "requisitada" autonomia do nosso BC é uma aspiração da elite financeira deste país com vistas a lucrar ainda mais. Para que tenham uma ideia, em 2015, foram destinados 42,43% do Orçamento Geral da União para pagamento de Juros e Amortizações da Dívida brasileira! Uma "indecência"! Sem fazer nada, a não ser trocar papéis, a elite financeira, comportando-se como "gigolô" do Estado brasileiro, embolsou R$ 962,312 bilhões dos R$ 2,268 trilhões que foi o total do Orçamento Geral da União naquele ano! A Previdência Social recebeu 22,69%, praticamente a metade do que foi destinado ao setor financeiro! Se o Estado brasileiro tivesse pago a metade do que destinou ao setor financeiro, a Previdência Social teria sido coberta com "folga"! É por essa razão que a mídia, que é o "partido" da elite financeira, fez tanta questão na aprovação da Reforma da Previdência! A elite financeira não quer deixar de ter os ganhos estratosféricos que têm "sugando" o País e ainda quer aumentar seu poder com a "autonomia" do Bacen! Isso é o que está por trás da cantilena de sempre de um Banco Central independente!
Leitor indignado
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