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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 13/11/2019. Alterada em 13/11 às 03h00min

Convulsão social em países da América do Sul preocupa

Eis que de repente populações revoltaram-se em países da América do Sul e os conflitos político-ideológicos e partidários afloraram quase que simultaneamente. Milhares de pessoas tomaram conta das ruas em países como Chile, Bolívia, Argentina. Mas também na França e na Espanha, e chegando no Líbano, Hong Kong e ao Iraque. No caso da Bolívia, o presidente Evo Morales renunciou, após perder o apoio da Forças Armadas, recebendo asilo político do México. Disputava um quarto mandato consecutivo.
Eis que de repente populações revoltaram-se em países da América do Sul e os conflitos político-ideológicos e partidários afloraram quase que simultaneamente. Milhares de pessoas tomaram conta das ruas em países como Chile, Bolívia, Argentina. Mas também na França e na Espanha, e chegando no Líbano, Hong Kong e ao Iraque. No caso da Bolívia, o presidente Evo Morales renunciou, após perder o apoio da Forças Armadas, recebendo asilo político do México. Disputava um quarto mandato consecutivo.
A paciência e as novas modalidades de comunicação e convocação acabaram por facilitar e dar meios de que as insatisfações das pessoas extravasassem mundo afora. No caso das eleições, há desconto pelos ânimos exacerbados, como é comum ocorrer nestes períodos onde os antagonismos afloram. No entanto, e em países em que não ocorreram eleições, mas multidões protestam, talvez nem sabendo exatamente por qual motivo. Provavelmente pelas incertezas sociais, econômicas e financeiras pelas quais milhões de pessoas passam há algum tempo.
E os protestos, até certo ponto válidos desde que pacíficos, foram além e há casos de mortes e vandalismo com furtos. No caso do Chile, as manifestações contribuíram para a decisão do presidente chileno, Sebastián Piñera, de suspender o toque de recolher e anunciar a realização de uma reforma ministerial, além de mudanças constitucionais.
A participação espontânea de milhares de chilenos - um país considerado, há pouco, quase um modelo em termos de política econômica e avanços liberais - surpreendeu. Foi o exemplo que as classes políticas, independentemente das bandeiras, estão em baixa. Terão que fazer muito, bem e corretamente para voltar a ter a confiança popular.
O Brasil caminha, mesmo que muito vagarosamente, para um périplo de reformas que têm que ser implementadas nas áreas política e tributária, com um novo pacto federativo e nas quais os municípios sejam a base do progresso. Fortes, estruturados, organizados e dando muita assistência à educação e saúde, com o suporte do setor de segurança dos respectivos estados, aí sim teremos um novo Brasil no médio prazo. É isso o que os brasileiros querem, uma arrancada econômica baseada em muita inclusão social, trabalho, metas sendo cumpridas e bastante infraestrutura. Em consequência, empregos formais, o sonho de milhões de patrícios. Fora disso, mais uma geração passará sem avanço significativos, como tem acontecido nas últimas décadas, com episódicas exceções.
 
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