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Porto Alegre, terça-feira, 12 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 12/11/2019. Alterada em 12/11 às 03h00min

A polarização política que não serve ao Brasil 

A liberdade dada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por conta de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na prisão após a segunda instância da Justiça não pode servir para a volta da polarização política, na base do nós contra eles em tudo e por tudo, especialmente na política e, igualmente, na condução da economia nacional, que recém dá sinais de melhora. Pequena, mas, ainda assim, um avanço.
A liberdade dada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por conta de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na prisão após a segunda instância da Justiça não pode servir para a volta da polarização política, na base do nós contra eles em tudo e por tudo, especialmente na política e, igualmente, na condução da economia nacional, que recém dá sinais de melhora. Pequena, mas, ainda assim, um avanço.
Esse cenário de radicalização já provou, com fatos, desvios da democracia e falta de ânimo para investimentos em muitos momentos, recentes e antigos, da nossa história que isso só prejudica a Nação. Todos estamos sequiosos por investimentos que gerem empregos, em diversos setores. O desemprego de 12,5 milhões é o grande problema nacional, e não só esse ou aquele político merece críticas, condenações ou algo deste jaez, mesmo que seja válido colocar em debate todas as nossas mazelas.
O momento exige cautela nos pronunciamentos, começando pelo presidente da República, que deve mandar - pede-se isso insistentemente - que seus filhos se abstenham de falar como se vice-presidentes de fato fossem. Quanto aos adeptos do ex-presidente recém-colocado fora da prisão, que, da mesma forma, não fomentem manifestações além do tolerável, dentro da democracia e do Estado Democrático de Direito.
Todos os Poderes estão funcionando, mesmo que, aqui e ali, pode-se discordar de decisões oficiais no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Porém, ainda que haja dissintonia, há que se manter o respeito ao que for decidido por quem de direito. Estamos, ainda, em meio a uma crise econômica e política. Trata-se de crise que é múltipla, política e econômica, mas também em termos de cultura e meio ambiente. Dessa maneira, pode haver uma relação estreita entre o desenvolvimento político e social do País com a crise múltipla.
Ocorrendo a desaceleração da economia em 2016, as divisões sociais do País voltaram a ficar mais visíveis. Principalmente na classe média, na qual surgiu uma nova resistência. Outras dinâmicas de conflito são encontradas na luta sem sucesso contra a pobreza extrema. Esse é um mal que, conforme frisamos sempre, deve ser minorada o mais breve possível, com ações práticas, mas factíveis, que não fiquem apenas no discurso, uma das características nossas, lastimavelmente. Importante, nesta quadra da vida do Brasil, é apontar e perseguir o equilíbrio fiscal nos governos, começando, sempre, pelo federal, além de iniciativas por mais investimentos, o que trará a geração de postos de trabalho. O Brasil não pode mais voltar ao nós contra eles, um radicalismo que não resolveu nada até agora. Não do que, realmente, o País precisa e quer.
 
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