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Opinião

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Artigo

08/11/2019 - 15h32min. Alterada em 08/11 às 15h36min

Por que sonhamos?

Nei Rafael Filho
A atividade onírica é o fenômeno próprio da natureza animal submersa no aparelho psíquico. Não temos controle sobre sonhos. Nossa feitura compõe-se de partes ativas, desde o primórdio humano, de divisão anatômica e emocional. “À noite sonhamos”, filme de 1945, retratou a vida de Frédéric Chopin (1810/1849), devaneando música. Se a esquecia ou passando ao pentagrama, compunha!
A atividade onírica é o fenômeno próprio da natureza animal submersa no aparelho psíquico. Não temos controle sobre sonhos. Nossa feitura compõe-se de partes ativas, desde o primórdio humano, de divisão anatômica e emocional. “À noite sonhamos”, filme de 1945, retratou a vida de Frédéric Chopin (1810/1849), devaneando música. Se a esquecia ou passando ao pentagrama, compunha!
Conforme estudos de ressonância magnética, sonhamos 27 vezes a cada sono de oito horas. Tanto sonho numa só noite! É comum despertar impressionado com as cores e sons da última dormida. Na manhã seguinte exaltamos: Sonhei com o dono da banca de revistas. E foi muito real!
A mente permite elaborações do que alguma vez foi objeto dos sentidos, seja a idealização do vulto histórico sentado à mesa ou a recordação de pessoa já falecida, ou quando na tenra idade, nos recuos da existência, nos olhamos. Não temos poder sobre a parte extensa da mente. Rudolf Steiner (1861/1925) discorreu Saul Bellow (1915/2005) em “Humboldt’s Gift” (1975), adiantou sairmos do corpo ao sonhar.
Nas primeiras horas da manhã a imagem é fresca ao retrato do detalhe trazendo recordação, saudade ou a intuição de presságio. Por mais que tentemos, não se escolhe a premiação de presenciar a presença da matéria do sonho secretamente guardada entre milhares de possibilidades do inconsciente. A fugaz passagem de algum episódio marcante na impressão da imagem limpa do sonho ocorre no elaborado silêncio do inimaginável subconsciente, não decifrável de significado lógico. Mesmo diante aos saberes da ciência. Sonhar é fisiologia. É lembrança, presságio, desejo reprimido, evoca os sentidos e manifesta impulso. Também assusta. Pesadelo. O sonho em sua completude é força. Surge, sensacionalmente, como se vindo de outra realidade.
Também se espera pelo sonho maravilhoso a nos homenagear.
O do improvável, repetir as cenas de um dia dourado numa feliz infância.
Há os guarnecidos mais ao fundo, lacrados há décadas na psique, aprisionados em nós. Não sonhamos tudo o que se quer ao longo da vida.
Advogado
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