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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 07/11/2019. Alterada em 07/11 às 03h00min

Como prevenir os desastres no oceano?

Richard Sacks
Já é de conhecimento de todos que a costa nordestina vive um triste momento de sua história. As manchas de óleo que invadem o litoral expõem a fragilidade do controle sobre o oceano. Passados dois meses desde que os primeiros indícios foram detectados, finalmente se descobriu a origem do vazamento. Mesmo desvendado o mistério, os prejuízos causados para a região são grandes, tanto no turismo como na fauna e na flora. Porém, o prejuízo já está causado, e temos que punir os culpados, recuperar a área e prevenir novos desastres ambientais. A área marítima brasileira é enorme. São 3,6 milhões de km2 - área maior que as regiões Nordeste, Sudeste e Sul juntas. Para cuidar de todo esse espaço, não há governo que dê conta. Uma ótima solução é a privatização do oceano; o Estado lotearia determinadas áreas para a iniciativa privada, ela faria o cuidado e a preservação, além de receber permissão para explorar o turismo ou criação de pescados e frutos do mar, para obter retorno financeiro.
Já é de conhecimento de todos que a costa nordestina vive um triste momento de sua história. As manchas de óleo que invadem o litoral expõem a fragilidade do controle sobre o oceano. Passados dois meses desde que os primeiros indícios foram detectados, finalmente se descobriu a origem do vazamento. Mesmo desvendado o mistério, os prejuízos causados para a região são grandes, tanto no turismo como na fauna e na flora. Porém, o prejuízo já está causado, e temos que punir os culpados, recuperar a área e prevenir novos desastres ambientais. A área marítima brasileira é enorme. São 3,6 milhões de km2 - área maior que as regiões Nordeste, Sudeste e Sul juntas. Para cuidar de todo esse espaço, não há governo que dê conta. Uma ótima solução é a privatização do oceano; o Estado lotearia determinadas áreas para a iniciativa privada, ela faria o cuidado e a preservação, além de receber permissão para explorar o turismo ou criação de pescados e frutos do mar, para obter retorno financeiro.
Já é fato que o setor privado administra melhor que o Estado. Não é à toa que são concedidos parques, estradas, ferrovias, energia - por que não também o oceano? A vida marinha vem sofrendo com a extinção de inúmeras espécies, e muito se deve à pesca e poluição. Isso acontece justamente pelo oceano ser um bem de todos - e quando é de todos não é de ninguém, não há cuidado. Concedendo para a iniciativa privada, esta assumiria os riscos, sendo de seu próprio interesse manter a área preservada e rica em fauna e flora. Alguns alegariam que ocorreria o contrário: a empresa destruiria de vez a área, tirando de uma vez por todas as riquezas que ali estiverem. Mas será que algum empresário mataria a galinha dos ovos de ouro, no caso, a vida marinha? Afinal, uma vez destruída, ele não teria mais de onde tirar seu retorno financeiro futuro. Um exemplo parecido foi a privatização dos elefantes no Zimbábue. A espécie, que estava em extinção devido à caça, mais que dobrou de tamanho depois que o governo devolveu às comunidades locais o controle sobre as áreas selvagens, sem contar o ganho financeiro obtido com a exploração turística.
Por fim, o que importa é garantir a preservação e sobrevivência da fauna e flora, que precisam ser rentáveis a ponto de atrair os interessados em preservar essas regiões. Temos que tirar da cabeça que privatização é ruim, pois, pelo contrário, seus resultados costumam ser ótimos.
Empreendedor e associado do IEE
 
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