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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 06/11/2019. Alterada em 06/11 às 03h00min

Notícias falsas e a credibilidade da mídia tradicional

A internet, que permitiu a criação de redes sociais, é uma maravilha tecnológica que só tende a evoluir. Da mesma forma, a Inteligência Artificial (IA) deve ser incorporada a todas as empresas, mas é ruim para muitos postos de trabalho ou atividades humanas, que serão extintos. No entanto, a chegada dos sites de notícias não retira o interesse pela leitura da notícia impressa. Ambos os modelos podem e devem se complementar conforme estamos verificando de alguns anos a esta data.
A internet, que permitiu a criação de redes sociais, é uma maravilha tecnológica que só tende a evoluir. Da mesma forma, a Inteligência Artificial (IA) deve ser incorporada a todas as empresas, mas é ruim para muitos postos de trabalho ou atividades humanas, que serão extintos. No entanto, a chegada dos sites de notícias não retira o interesse pela leitura da notícia impressa. Ambos os modelos podem e devem se complementar conforme estamos verificando de alguns anos a esta data.
A credibilidade da, agora, chamada mídia impressa, mesmo em meio à crise econômica pela qual passa o País, com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em parcos 1% em 2019, é valorizada por leitores e anunciantes em geral. De acordo com levantamento do "Consumidor Digital 2020", elaborado entre os meses de agosto e setembro deste ano, 80,2% dos brasileiros confiam em jornais e revistas impressos.
Nas últimas eleições, tivemos uma avalanche de notícias falsas e, certamente, haverá repetição nos próximos pleitos, caso nada seja feito para impedir a sua disseminação pelas redes sociais. A credulidade de milhões e o uso sistemático dos telefones celulares facilitaram que notas das mais estapafúrdias, mentiras grosseiras e versões em vez de fatos circulassem por todo o Brasil. A verdade não parece igual para todos nós, uma vez que cada um a vê de uma perspectiva diversa. A imprensa pugna pelo seu direito à liberdade, mas não pode, não deve e não prescindirá dos seus deveres para com a sociedade que a cerca e da qual, inexoravelmente, faz parte.
Hoje, alguns questionam a permanência da imprensa escrita, mas também do rádio e da tevê com o avanço das redes sociais. Porém, é difícil identificar, exatamente, o que é rede social e como ela atua. De fato, ainda é algo difuso e geralmente serve para marcar encontros e alguns protestos, mas nem sempre consegue esse objetivo. O quadro tem ficado ruim para o uso das redes sociais com o surgimento das falsas notícias. Por causa delas, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, está em guerra com a mídia do seu país, especialmente os grandes jornais. Também o presidente Jair Bolsonaro tem muitas reclamações contra setores da mídia. Não esqueçamos, entretanto, que as redações são, e devem ser, na prática, repartições públicas, no melhor sentido da palavra. Devem e têm prestado um serviço público e para o público.
Mídias como impressos, rádios e tevês podem conviver lado a lado com sites, como, aliás, está acontecendo, como dito. São complementares, não excludentes, segundo os melhores analistas do setor. Jornais, rádios e tevês prestam, sim, bons serviços à sociedade.
 
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