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Porto Alegre, terça-feira, 29 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 29/10/2019. Alterada em 29/10 às 03h00min

Crise impulsiona vitória da oposição na Argentina 

Previsível, com uma alta inflação atormentando os argentinos, além de baixos salários e desemprego, Alberto Fernández, oposicionista, foi eleito, em primeiro turno, o novo presidente da Argentina. O peronista teve como vice Cristina Kirchner, mentora da chapa que devolve o poder à esquerda no País após quatro anos.
Previsível, com uma alta inflação atormentando os argentinos, além de baixos salários e desemprego, Alberto Fernández, oposicionista, foi eleito, em primeiro turno, o novo presidente da Argentina. O peronista teve como vice Cristina Kirchner, mentora da chapa que devolve o poder à esquerda no País após quatro anos.
A vitória da oposição, a rigor, não surpreendeu os analistas políticos, tal a situação do país, especialmente com uma inflação altíssima. Um dos planos de Fernández para estancar a crise econômica na Argentina é o congelamento de preços por 180 dias. Além disso, ele pretende garantir um aumento salarial de emergência, já que a inflação acumulada no último ano está perto de 60%.
A eleição do peronista garante a Cristina uma cadeira no Senado. Isso assegura a ela imunidade parlamentar, o que é positivo para a ex-presidente, que enfrenta uma série de acusações de corrupção. Congelamento de preços não é fórmula nova, e nós, brasileiros, já tivemos algumas experiências, sem grande - talvez nenhum mesmo - resultado positivo.
Mas, para o Brasil, a Argentina, com uma economia estabilizada e recuperando seu crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), será algo muito bom. Com a crise dos últimos anos, especialmente neste 2019, o país vizinho deixou de importar muito menos produtos brasileiros, o que afetou a balança comercial do lado de cá, que apresentava, nos últimos anos, superávit consistente.
Seja o novo mandatário de esquerda ou de direita, importa ao Brasil manter boas relações com a Argentina. E que cessem as frases de críticas antecipadas sobre a condução da política em geral e, mais ainda, da economia que Alberto Fernández venha a impor no seu país, como as feitas por Jair Bolsonaro (PSL).
Brasil e Argentina têm que caminhar lado a lado em questões que interessam a toda a região e, especialmente, aos dois países, no contexto do Mercado Comum do Sul, o Mercosul. É que um dos mais básicos mandamentos da diplomacia ensina que não se deve opinar sobre assuntos exclusivamente internos de outra nação.
Pois tanto Jair Bolsonaro quanto Alberto Fernández já dispararam críticas: o argentino comemorou Lula Livre, enquanto Bolsonaro afirmou que não iria cumprimentar Fernández. Críticas que cruzaram a fronteira, sem necessidade. Resta esperar o que Alberto Fernández fará, na prática, na Casa Rosada. União com a Argentina em diversas frentes só fará bem para o Brasil. Basta de opiniões frívolas. Trabalhar em conjunto é fundamental.
 
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