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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de outubro de 2019.
Dia das Nações Unidas - ONU.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 24/10/2019. Alterada em 24/10 às 03h00min

Negócios da China são bem interessantes ao Brasil 

Segunda economia mundial e com um ritmo de crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) que impressiona desde alguns anos - embora o arrefecimento verificado recentemente -, a China tem despontado como um parceiro comercial de respeito.
Segunda economia mundial e com um ritmo de crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) que impressiona desde alguns anos - embora o arrefecimento verificado recentemente -, a China tem despontado como um parceiro comercial de respeito.
Para o Brasil, uma aproximação com o gigante asiático é importante, até porque o atrito se arrasta entre Pequim e Washington há meses, desde que Donald Trump reclamou e busca reverter o grande déficit do seu país com a China.
Depois de frases agressivas e desnecessárias em relação à China logo que assumiu o Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) visitará Pequim. Antes, outro país muito importante para o Brasil, o Japão, foi sendo visitado pelo presidente. Impulsivo e sem pensar antes de proferir certas palavras, Bolsonaro alegou que a China estava comprando o Brasil, e não do Brasil.
Ora, com reservas cambiais trilionárias, os chineses estão aplicando em diversos países, e o Brasil é um dos destinos. Tomar certas precauções na compra/venda de ativos ou áreas em certos setores estratégicos para o Brasil é fundamental. Porém sem agressões desnecessárias. A China mudou seu estilo sino-comunista para um socialismo de mercado, com as diretrizes dadas pelo governo, mas tendo a iniciativa privada muito mais liberdade para investir e expandir os negócios, o que era impensável até 35 anos atrás.
Como é sabido desde muito tempo, países raramente - ou quase nunca - têm amizades, mas sim interesses. Então que o Brasil veja o que é bom para intercambiar com os agora poderosos financeiramente chineses e coloque na mesa as condições e o que precisa, necessita e pode ofertar em troca.
Por dizer o que pensa sem refletir sobre possíveis consequências de suas palavras, Jair Bolsonaro e seus filhos têm enfrentado crises localizadas - a mais recente, dentro do seu próprio partido, o PSL. Além disso, parecem esquecer que as reformas amplamente necessárias, como a tributária e a política, precisam tramitar no Congresso, e, por isso, negociar é fundamental.
Liberar de visto para vir ao Brasil os chineses, como já foi feito com outros países, mesmo que sem reciprocidade em alguns casos, é uma medida de aproximação que poderá trazer resultados. Com a melhora econômica constante do país, os chineses têm sido vistos em pontos turísticos tradicionais ao redor do mundo. Colocar o Brasil no roteiro deles seria muito bom. Enfim, que a visita ao Japão e à China traga bons resultados para o Brasil é o que se espera.
 
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