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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 11/10/2019. Atualizada em 03h00min, 11/10/2019.

Confrontos políticos prejudicam muito a retomada econômica

Que reformas administrativas, tributárias, previdenciárias e políticas são necessárias nos três entes da Federação - União, estados e municípios -, disso ninguém mais duvida. O problema que tem atrapalhado, quando estamos em meados do 10º mês do ano, são os embates políticos que estão se agudizando, mesmo quando o governo federal e o do Rio Grande do Sul também acompanham o calendário, ou seja, estão desde janeiro mandando em Brasília e no Piratini.
Que reformas administrativas, tributárias, previdenciárias e políticas são necessárias nos três entes da Federação - União, estados e municípios -, disso ninguém mais duvida. O problema que tem atrapalhado, quando estamos em meados do 10º mês do ano, são os embates políticos que estão se agudizando, mesmo quando o governo federal e o do Rio Grande do Sul também acompanham o calendário, ou seja, estão desde janeiro mandando em Brasília e no Piratini.
Dessa forma, não andam reformas importantes, começando pelas administrativas. Agora mesmo, o governador Eduardo Leite (PSDB) está explicando as mudanças que pretende no Estado, mas as quais, segundo consta, somente valerão para quem entrar no serviço público. Os tradicionais direitos adquiridos não serão tocados, até mesmo porque a legislação não permite. Mas a resistência é grande.
Alguns parlamentares e boa parte do funcionalismo parecem não entender a situação em que as finanças gaúchas estão. E essa não percepção começa justamente nos mais altos escalões do Judiciário e do Legislativo, que não abrem mão da propalada independência financeira, esquecendo - tudo indica - que o dinheiro vem, todo ele, do Tesouro e da arrecadação. Evidentemente que o Judiciário é outro Poder, da mesma forma que o Legislativo. No entanto, a crise deve ser suportada por todos, não apenas pelos servidores do Executivo, que não têm reajuste há cerca de quatro anos e recebem de maneira parcelada. 
Há alguns setores que, irresponsavelmente, afirmam que o governo estadual não paga em dia porque não quer. É um grosseiro disparate, eis que o governante estaria se desgastando de maneira desprezível, com um misto de sadismo, caso tomasse tal atitude. Além do mais, o dinheiro que entra e sai é monitorado, no dia a dia, não pelo governante do Piratini, mas pela Secretaria da Fazenda. Nela estão técnicos e pessoal que também são servidores públicos. Se houvesse disponibilidade de verbas, com certeza, seriam os primeiros a divulgar, até mesmo no próprio interesse, que, de resto, seria de todos os que dependem de vencimentos e salários no Rio Grande do Sul oficial.
Enquanto não houver um mínimo de consenso político-administrativo em nível federal e no RS, será difícil voltarmos ao caminho do desenvolvimento. Com ele, o equilíbrio nas contas oficiais. Pode parecer ideia simplista, mas é assim mesmo. Ou se combinam medidas e aceitam sacrifícios, ou amargaremos um 2020 igual ou pior do que 2019. 
 
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