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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de outubro de 2019.
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Opinião

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Alterada em 09/10 às 03h00min

Decepção pelo cidadão vice-presidente

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Na palestra de título "Desafios do Brasil na hodierna conjuntura internacional", recentemente proferida pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, um economista interrogou o subcomandante das Forças Armadas sobre "como avaliaria iniciar movimento político, interno e externo, objetivando desenvolver armas nucleares, para aumentar sobremodo a defesa nacional e o respeito internacional".
Na palestra de título "Desafios do Brasil na hodierna conjuntura internacional", recentemente proferida pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, um economista interrogou o subcomandante das Forças Armadas sobre "como avaliaria iniciar movimento político, interno e externo, objetivando desenvolver armas nucleares, para aumentar sobremodo a defesa nacional e o respeito internacional".
A pergunta, que "veste como luva" a problemática do País alcançar, o quanto antes, o "estágio de dissuasão extrarregional" face às grandes potências militares, teve como resposta palavras textuais: "Nosso problema é que assinamos um tratado, não é? De não proliferação, não é? A partir do momento que assinamos esse tratado, ficamos fora desse clube, não é? Foi assinado ali no governo do Fernando Henrique, não é... Foi assinado e, a partir daí, ficamos de fora. Não tem o que fazer agora. Infelizmente, nós não pertencemos a esse clube".
Acontece que ajustes, acertos, tratados humilhantes, indignos, comprometedores, excelência, são para serem denunciados! O que diria o Duque de Caxias, mais os patronos das armas, quadro e serviços do Exército Brasileiro, sobre se acomodar, fazer vista grossa a conchavos de lesa-pátria impeditivos à Nação de fazer valer direito e dever legítimo, inalienável, de dispor de defesa dissuasória, seja para afastar, de vez, ameaças imperialistas de "grandes predadores militares", seja para nunca mais sermos obrigados a "engolir sapos" de chefes de Estado, como o da França muito recentemente.
Infelizmente, de forma decepcionante, a imagem que passa é a de "menino bem comportado", sem nenhum compromisso com a defesa dissuasória definitiva do nosso País! Mas o tempo e a história vão cobrar bem caro a indiferença do posicionamento da autoridade responsável.
Quanta inveja do Irã! Por que não?! Muita altivez, determinação, respeito próprio! Mas e o "Brasil acima de tudo!"? Qual nada, sua excelência não abraçou a causa da defesa da Pátria. Não uma defesa contra "hermanos" da América Latina, mas, que seja enfatizado, uma atitude firme contra notórios e poderosos leviatãs militares extrarregionais, estes, sim, capazes de peitarem o Brasil!
Afinal de contas, quem dissuade não luta! Quando vamos nos convencer dessa verdade clara, indiscutível e insofismável?
Coronel de Infantaria e Estado Maior
 
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