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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de outubro de 2019.
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Edição impressa de 09/10/2019. Alterada em 09/10 às 03h00min

Você é quem vai pagar a conta

Richard Sacks
"Se não for ajudar, atrapalhe, afinal, o importante é participar." O autor da frase é desconhecido, mas tenho certeza de que ela deve ser usada como fonte de inspiração para a maioria dos políticos brasileiros, afinal, o que eles menos fazem é ajudar a população. Preocupam-se com eles em primeiro lugar, em vez de se preocuparem com quem os elegeu.
"Se não for ajudar, atrapalhe, afinal, o importante é participar." O autor da frase é desconhecido, mas tenho certeza de que ela deve ser usada como fonte de inspiração para a maioria dos políticos brasileiros, afinal, o que eles menos fazem é ajudar a população. Preocupam-se com eles em primeiro lugar, em vez de se preocuparem com quem os elegeu.
Há algumas semanas, na calada da noite, os deputados aprovaram o novo fundo eleitoral, que tem muito a ajudar os partidos políticos e muito a prejudicar o pagador de impostos. Em tempos de recuperação da economia e cortes de gastos para diminuir o déficit público, os políticos querem tirar do bolso dos contribuintes mais dinheiro para financiar campanhas políticas. O novo fundo eleitoral conforme pretendiam os deputados permitiria que os partidos usassem o dinheiro para construir ou reformar sedes; pagar débitos, juros e multas de campanha; advogados; passagens aéreas; compra ou locação de bens; além de 19.040 inserções na mídia, fora a propaganda eleitoral.
O presidente Bolsonaro deveria ter tido a coragem de vetar todos os dispositivos que facilitem a vida de políticos, partidos e candidatos interessados apenas em se apossar do dinheiro do contribuinte. Apesar de não ter vetado todo o texto, muitos pontos importantes foram. Com isso, o texto voltou para o Congresso analisar os vetos.
Quando lhes convêm, os políticos são rápidos na aprovação de medidas, já que, para valer para a próxima eleição, no ano que vem, o projeto tem que ser aprovado um ano antes. Enquanto isso, a população espera ansiosa pela aprovação de reformas tão importantes como a da Previdência, a tributária, a administrativa e o pacote anticrime.
O financiamento a partidos políticos deve ser feito exclusivamente por seus filiados ou por doações voluntárias. Tirar dinheiro da população por meio de impostos, ainda mais em um país onde já temos alta carga tributária e um número grande de desempregados, para financiar qualquer partido político, é um abuso com a população.
Muitos candidatos eleitos demonstraram, na última campanha, que é possível concorrer com poucos recursos, usando a tecnologia. Isso deveria servir de exemplo aos demais políticos. Cabe à população ficar de olho na sessão do Congresso para saber se o seu deputado ou senador está pensando em você, eleitor e pagador de impostos, ou apenas nele. 
Empreendedor e associado do IEE
 
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