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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 03/10/2019. Alterada em 03/10 às 03h00min

O papel da educação para o trânsito

Enio Bacci
Sabemos que os maus condutores são minoria no Rio Grande do Sul. Cerca de 87% dos motoristas gaúchos não possui pontuação ativa por infrações de trânsito. Mesmo assim, o trânsito continua sendo um problema. Além do prejuízo incalculável em vidas perdidas, temos o impacto diário no nosso bem-estar, especialmente nas grandes cidades.
Sabemos que os maus condutores são minoria no Rio Grande do Sul. Cerca de 87% dos motoristas gaúchos não possui pontuação ativa por infrações de trânsito. Mesmo assim, o trânsito continua sendo um problema. Além do prejuízo incalculável em vidas perdidas, temos o impacto diário no nosso bem-estar, especialmente nas grandes cidades.
Conquistamos, em nosso Estado, um patamar importante na contenção dos maus condutores. A fiscalização está cada vez mais eficiente e a aplicação das penalidades de suspensão e cassação leva para reciclagem cerca de 35 mil condutores ao mês. Essa contenção é fundamental para reeducar motoristas e reforçar valores necessários para o convívio civilizado no trânsito. Mas não é suficiente.
O Detran-RS forma, através dos Centros de Formação de Condutores, 140 mil novos condutores a cada ano. Esses passam por 45 horas/aula de legislação de trânsito, noções de mecânica e primeiros socorros, direção preventiva e o que considero o principal módulo: cidadania.
Se os condutores gaúchos recebem lições sobre empatia, gentileza, respeito e paciência no trânsito, a maioria da população (55% dos não condutores) não é alcançada por esses conhecimentos. As pessoas atuam como pedestres, usuários do transporte púbico, ciclistas com base em seu referencial de valores, que pode ser mais ou menos individualista.
Lições de cidadania são importantes para todos, não só para os motoristas. E esse é o papel da educação para o trânsito, que ensina valores essenciais para a formação do caráter de um bom cidadão. Cordialidade, respeito, solidariedade, empatia são características imprescindíveis para o trânsito, mas também para a vida em sociedade. Assim, investir em educação para o trânsito é apostar numa sociedade melhor, não só nos deslocamentos e nas relações fugazes que fazem a mobilidade urbana, mas em todos os aspectos da nossa vida.
Diretor-geral do Detran-RS
 
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