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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 24/09/2019. Atualizada em 16h12min, 24/09/2019.

As privatizações e as metas do governo federal

Privatizar 19 estatais continua sendo a meta do ministro da Economia, Paulo Guedes. Se irá conseguir, ainda neste ano ou em 2020, há controvérsias, além de opiniões contrárias à medida. O sindicato dos funcionários dos Correios também é contra a privatização da estatal, e colocou o tema como um dos motivos da greve iniciada no dia 10 de setembro e suspensa em 17 de setembro. Pesquisas indicam que a maior parte da população é contra a privatização de estatais.
Privatizar 19 estatais continua sendo a meta do ministro da Economia, Paulo Guedes. Se irá conseguir, ainda neste ano ou em 2020, há controvérsias, além de opiniões contrárias à medida. O sindicato dos funcionários dos Correios também é contra a privatização da estatal, e colocou o tema como um dos motivos da greve iniciada no dia 10 de setembro e suspensa em 17 de setembro. Pesquisas indicam que a maior parte da população é contra a privatização de estatais.
Segundo pesquisa Datafolha realizada em 19 e 20 de agosto, 67% da população é contra a venda dessas empresas no geral, e 25% apoia. Entre as estatais pesquisadas, os Correios têm o maior apoio à privatização: 60% da população é contra e 33%, a favor. A venda dos Correios divide inclusive aqueles que votaram em Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno: 47% são contra a privatização e 46%, a favor.
A venda dos Correios à iniciativa privada começou a ser discutida em 2017, na gestão Michel Temer (MDB), em meio a uma transformação do setor, com redução do número de cartas enviadas, mercado no qual a empresa detém monopólio, e alta na entrega de pacotes, aberta à livre concorrência.
Também compõem o cenário seguidos escândalos de corrupção e mau gerenciamento na companhia e no fundo de pensão de seus funcionários.
A estatal teve resultado negativo de R$ 2,1 bilhões, em 2015, e R$ 1,5 bilhão em 2016, e voltou a ter lucro nos dois anos seguintes, de R$ 667 milhões em 2017, e R$ 161 milhões em 2018. A empresa vem passando por um processo de enxugamento, que inclui o fechamento de agências e a redução do número de funcionários em 13% desde 2014, hoje com um total de 109 mil.
A eventual transferência da estatal a investidores privados poderia seguir dois modelos: o leilão para quem pagar o maior valor, como foi feito na venda da Telebras, em 1998, ou a abertura de capital, com venda de ações em bolsa de valores - nesse caso, o governo passaria o controle dos Correios à iniciativa privada se vendesse a maior parte das ações.
O fato é que, para muitos analistas econômico-financeiros, o Brasil tem estatais demais com serviços que, quase sempre, deixam a desejar, com muitas reclamações. Além da malversação de verbas ou grossa corrupção.
O que deve ser observado é que, seja qual for o processo, ele deve ser acompanhado de ajustes regulatórios. A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), convém não esquecer, já foi considerada um modelo de serviço no seu setor. Infelizmente, isso ficou no passado, para a tristeza dos brasileiros em geral.
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