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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 23/09/2019. Atualizada em 03h00min, 23/09/2019.

Na ONU, mensagem do Brasil deve ser de muito equilíbrio

É uma tradição o representante do Brasil, seja o presidente do País ou o ministro das Relações Exteriores, fazer o discurso inaugural da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). É que justamente sob a presidência do gaúcho Oswaldo Aranha em uma Assembleia Geral que o Estado de Israel foi criado e estava previsto, igualmente, um Estado da Palestina. Isso foi no final da década de 1940.
É uma tradição o representante do Brasil, seja o presidente do País ou o ministro das Relações Exteriores, fazer o discurso inaugural da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). É que justamente sob a presidência do gaúcho Oswaldo Aranha em uma Assembleia Geral que o Estado de Israel foi criado e estava previsto, igualmente, um Estado da Palestina. Isso foi no final da década de 1940.
De lá até os nossos dias, radicalismos de ambas as partes impediram que isso se concretizasse e as guerras, enfrentamentos e algum ódio impediram. Mas a esperança não deve esmorecer.
Na sua estreia como primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve equilibrar e não dar vazão aos seus já costumeiros arroubos, disparando para diversos lados. Recém saído de mais uma operação ainda em consequência da facada que sofreu em 2018, Bolsonaro, a conselho médico, não terá encontros bilaterais com outros mandatários, como antes foi anunciado.
Uma fala conciliatória, abordando, especialmente, os cuidados que o Brasil tem com a Amazônia, com suas Forças Armadas e colaboração forte das polícias militares dos nove estados da Amazônia Legal, é fundamental nesta Assembleia Geral.
Países europeus, alguns até mesmo para distanciar-se dos seus problemas internos, caso da França, dispararam contra o Brasil por conta de queimadas.
Há expectativa para o pronunciamento do presidente Bolsonaro, neste aspecto, principalmente. Deverá abordar o que o Brasil está fazendo para eliminar queimadas - ainda que se dê o desconto da época e salientando-se que a Floresta Amazônica não pode pegar fogo nos seus 5,2 milhões de quilômetros quadrados, ela é sim um autêntico santuário ecológico que interessa à humanidade. Mas, há que se reprisar, pertence, na maior parte, ao Brasil, mesmo que se estenda, em bem menor tamanho, a países limítrofes ao nosso.
O presidente - segundo ministros mais próximos dele - fará pequenas citações sobre as agruras econômico-financeiras latino-americanas, entre os quais o Brasil está mais do que incluído, mas não com tantas dificuldades como a Argentina.
Levantará bandeiras sociais e ambientais, reafirmando o compromisso do Brasil com a inclusão social, o combate à fome, o investimento em fontes limpas de energia e a defesa da Floresta Amazônica. Tudo politicamente correto, como exige a ocasião, com um alto percentual protocolar, até pelo tempo cronometrado dos discursos. É o esperado.
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