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Porto Alegre, domingo, 26 de julho de 2020.
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Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 17/09/2019. Atualizada em 03h00min, 17/09/2019.

Guerra comercial entre China e EUA abre oportunidades

Entre afagos e rusgas fortes, os Estados Unidos e a China, as duas maiores potências econômicas mundiais, continuam a deixar em alerta vários mercados globais. O Brasil está entre eles, ainda mais que exportamos muito para ambos os países.
Entre afagos e rusgas fortes, os Estados Unidos e a China, as duas maiores potências econômicas mundiais, continuam a deixar em alerta vários mercados globais. O Brasil está entre eles, ainda mais que exportamos muito para ambos os países.
Entretanto, especialistas em comércio exterior lembram que a guerra comercial entre os EUA e a China abriu muitas oportunidades para o Brasil. No agronegócio, a suspensão de importação ou tarifas para os produtos agrícolas norte-americanos, escancarou as oportunidades para as nossas commodities. Cerca de 50% do déficit comercial norte-americano é oriundo do superávit que a China tem com os EUA, de US$ 400 bilhões.
Com um cenário de sobretaxação de bilhões de dólares sobre a China para colocação de seus produtos no mercado norte-americano, abre-se uma oportunidade para a indústria brasileira.
Ainda segundo especialistas em comércio exterior, o governo de Donald Trump está praticamente implorando aos importadores que busquem alternativas aos produtos chineses, fora da China e, seguramente, o Brasil seria o parceiro comercial preferido, inclusive pela proximidade geográfica e pela nova relação comercial entre os dois países.
No começo de setembro o governo dos EUA ameaçou com nova uma tarifa de 15% em cerca de US$ 112 bilhões de dólares que o país importa da China.
Em 15 de dezembro próximo, o governo de Donald Trump colocará uma nova tarifa de 15% sobre cerca de US$ 160 bilhões que são importados da China. Essas medidas farão com que, praticamente, não existam produtos chineses sem uma taxa adicional de importação. Mas os importadores ianques não querem entrar nesta briga e buscam alternativas para os US$ 800 bilhões que os EUA trazem da China.
Na União Europeia (UE), o euro foi desvalorizado, chegando a US$ 1,10. Desta maneira, há maior competitividade aos produtos da região.
O regime de Pequim está fazendo o que pode. Desvalorizou bastante o yuan, para tentar manter os empregos e as divisas. É que o crescimento chinês está caindo a menos de 6% ao ano, que é uma catástrofe para quem tem 1,4 bilhão de bocas para alimentar.
É preciso que o Brasil busque um rápido e profundo estudo de inteligência de mercado para sabermos que setores podem ser beneficiados com esta situação ímpar e imediata ação dos setores industriais brasileiros. Ações integradas que garantam à indústria brasileira a dianteira de vantagens nesta guerra.
 
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