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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

11/09/2019 - 14h14min. Alterada em 11/09 às 14h49min

Cultura, quando?

Ana Cecília Romeu
Nosso País elegeu um tanto de sujeitos toscos. Eleitos como reflexo dos preconceitos enraizados nos brasileiros que se identificaram com esse perfil; e com a vontade de ser elite ao ponto lunático de se sentir elite mesmo contando os trocos para os boletos.
Nosso País elegeu um tanto de sujeitos toscos. Eleitos como reflexo dos preconceitos enraizados nos brasileiros que se identificaram com esse perfil; e com a vontade de ser elite ao ponto lunático de se sentir elite mesmo contando os trocos para os boletos.
Até ao mais alto cargo, o sujeito que o ocupa conseguiu se projetar justamente quando estamos cercados, sem mérito algum, pela cultura do "phoda-se". Com o advento da internet, é possível estar de pijamas em casa, tomando um chazinho e trollando outro. Porque tudo flui na proteção da distância e sem o tête à tête. Logo, não existe nada mais libertador do que um "phoda-se".
Libertador, para mim, é quando deito na cama quentinha em noite de inverno rigoroso. Quando acordo às 6h30min para levar minha filha à escola, porque só o amor faria uma insone despertar nesse horário. É sair de casa todos os dias sabendo ter alguém que se preocupe com a gente. A boa companhia é libertadora.
O escrachado, a falta de filtro e insensibilidade está na moda, e se completa nas ações diretas e instantâneas sem qualquer reflexão prévia. Ao contrário do polimento, da sutileza, da educação, da observação. Causar efeito, impacto, lacrar, é o mais importante numa sociedade doente pela exposição, e que reflete tamanha malatia em suas escolhas. Na leitura motivacional do mandar o sujeito para àquele lugar, e as livrarias estão cheias desses livros; no presidente desqualificado, mas que fala o que pensa e como pensa. Mas pensa? E quem votou nele pensou nas consequências?
Todavia há quem pergunte: "cultura quando?". Nestes ainda resta a esperança de alimentar e cultivar nos outros o verdadeiro foco libertador: a empatia e todas suas cores.
Publicitária e escritora
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