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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de setembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 09/09/2019. Alterada em 09/09 às 03h00min

Empresas de serviços enfrentam dificuldades

A tendência natural dos órgãos de pesquisa da economia é concentrar-se nos grandes setores da agropecuária, da indústria e do comércio. Os serviços nem sempre são pesquisados com intensidade.
A tendência natural dos órgãos de pesquisa da economia é concentrar-se nos grandes setores da agropecuária, da indústria e do comércio. Os serviços nem sempre são pesquisados com intensidade.
No entanto, em meio a tantas dificuldades socioeconômicas, eis que, mesmo passado o perigo de recessão econômica técnica no Brasil, ficou-se sabendo que 23.118 empresas do setor de serviços não financeiros fecharam as portas em 2017. É dado da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, mais de 43 mil empregos foram perdidos no País.
Isso é uma tragédia, pois fecha-se um círculo vicioso e que freia a economia como um todo no País. Sem emprego, sem renda e, consequentemente, sem consumo. Aí cai a arrecadação nos setores públicos, na União, nos estados e nos municípios.
A atividade de prestação de serviços não financeiros era exercida por 1,3 milhão de empresas ativas em 2017, responsáveis por ocupar 12,3 milhões de trabalhadores, que receberam R$ 336,7 bilhões em salários e outras remunerações. A receita operacional líquida totalizou R$ 1,5 trilhão, com geração de R$ 906,5 bilhões de valor adicionado bruto.
Quase um terço da receita foi obtido pelo segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, ou 29,5% da receita total dos serviços. Os serviços profissionais, administrativos e complementares detiveram a segunda maior receita, com 26,2%.
Apesar das demissões recentes, em um período de 10 anos, mais 3,3 milhões de trabalhadores passaram a atuar no setor de serviços não financeiros. No entanto, o salário médio recuou de 2,6 salários-mínimos em 2008 para 2,2 salários-mínimos em 2017.
Ora, esse é o retrato mais fiel da atual situação brasileira, ainda que a última projeção da Pesquisa Focus tenha indicado uma elevação para 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2019 - outra será revelada nesta segunda-feira. Ainda é muito pouco, mas, agora, estamos também revelando as consequências da queda de exportações para a Argentina, país que sofre bem mais de mazelas econômicas, daquelas pelas quais o Brasil está passando.
Importante é que, até o final do ano, seja vista uma recuperação melhor da atividade econômica. É cada vez maior o número de alternativas individuais, sem qualquer vínculo, para conseguir algum tipo de renda, a maioria na informalidade absoluta. Pode resolver, momentaneamente, a situação pessoal de cada um, mas, absolutamente, não é a solução desejada.
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