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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de setembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 05/09/2019. Alterada em 05/09 às 03h00min

Brexit cada vez mais confuso no Reino Unido

O que estava sendo esperado aconteceu: o Parlamento britânico assumiu o controle da pauta da Câmara dos Comuns para aprovar lei para impedir a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). A crise política causada pelas indefinições do Brexit ganhou nesta quarta-feira um novo capítulo após o Parlamento britânico aprovar um projeto que proíbe o país de deixar a União Europeia sem antes ter um acordo com o bloco para regular a relação futura entre eles.
O que estava sendo esperado aconteceu: o Parlamento britânico assumiu o controle da pauta da Câmara dos Comuns para aprovar lei para impedir a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). A crise política causada pelas indefinições do Brexit ganhou nesta quarta-feira um novo capítulo após o Parlamento britânico aprovar um projeto que proíbe o país de deixar a União Europeia sem antes ter um acordo com o bloco para regular a relação futura entre eles.
A decisão foi interpretada como uma declaração de guerra dos deputados contra o governo do primeiro-ministro Boris Johnson, que defende o divórcio com Bruxelas a qualquer custo.
Com apoio da oposição e de rebeldes do governista Partido Conservador, a medida foi aprovada com 327 votos a favor e 299 contrários. Ao todo, 21 parlamentares do Partido Conservador, o mesmo do primeiro-ministro Boris Johnson, se uniram à oposição contra o governo.
Foi uma grande derrota de Johnson, que era contra a moção. O primeiro-ministro disse que a lei daria o controle das negociações do Brexit à UE.
Mas os deputados aprovaram projeto de lei que obriga o governo de Boris Johnson a solicitar um novo adiamento do Brexit para a União Europeia. A saída do Reino Unido da União Europeia tem sido um objetivo político perseguido por vários grupos de interesse e partidos políticos, desde 1973, quando o Reino Unido ingressou na Comunidade Econômica Europeia (CEE), a precursora da UE. A saída é um direito dos estados-membros segundo o Tratado da União Europeia.
Em 1975, foi realizado referendo sobre a permanência ou não do país na CEE. O resultado da votação foi favorável à permanência. O eleitorado britânico foi novamente chamado a decidir sobre a questão da permanência ou não do país no bloco comum, em novo referendo, realizado no dia 23 de junho de 2016. O resultado da segunda consulta foi o oposto da primeira, sendo favorável à saída.
Em 13 de março de 2017, ambas as Câmaras do Parlamento do Reino Unido rejeitaram emendas que poderiam prolongar o processo de retirada do país do bloco. Mas nada foi adiante.
Para quem julga que somente no Congresso brasileiro há confusões políticas, essa novela da saída ou não do Reino Unido da União Europeia é emblemática. Alguns dizem que prejudicará o reinado de Elizabeth II. Para outros, será a liberdade econômica. O Reino Unido já declarou que gostaria de assinar um tratado comercial liberal com o Brasil, após sair da UE. Resta, então, esperar uma solução para o Brexit.
 
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