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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de agosto de 2019.
Dia Nacional do Bancário.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 28/08/2019. Alterada em 28/08 às 03h00min

Diversificação dos investimentos

Arthur Farache
A teoria moderna do portfólio defende que investidores racionais devem usar o princípio da diversificação para otimizar as suas carteiras de investimentos. Após muito tempo focados na renda fixa devido ao histórico de altas taxas de juros praticadas no País, os brasileiros começam a entender a necessidade de buscar novas alternativas para alocarem seus recursos. O mercado acionário foi o primeiro alvo; entretanto, as tensões comerciais entre China e Estados Unidos, a falta de crescimento econômico e a instabilidade política têm provocado forte volatilidade e elevaram os riscos.
A teoria moderna do portfólio defende que investidores racionais devem usar o princípio da diversificação para otimizar as suas carteiras de investimentos. Após muito tempo focados na renda fixa devido ao histórico de altas taxas de juros praticadas no País, os brasileiros começam a entender a necessidade de buscar novas alternativas para alocarem seus recursos. O mercado acionário foi o primeiro alvo; entretanto, as tensões comerciais entre China e Estados Unidos, a falta de crescimento econômico e a instabilidade política têm provocado forte volatilidade e elevaram os riscos.
Tal cenário impacta os mercados acionários do mundo todo e faz com que os investidores busquem ativos menos arriscados. E não para por aí. O quadro de instabilidade tende a se agravar. Assim, será preciso ter muito estômago para manter o patrimônio alocado em ações. É a velha máxima: descorrelacione ou morra do coração.
Para se ter uma ideia, o Ibovespa chegou, no início de agosto, a perder os 100 mil pontos, com queda acima de 2,5% em apenas um dia, e atingiu o menor patamar desde junho deste ano. Diante da forte volatilidade, a opção pelo mercado acionário, que era tido como uma saída para a diversificação do portfólio por conta do baixo patamar da taxa de juros, começa a ser revista, e os investidores partem para os ativos reais, aqueles que se encontram fora do mercado financeiro, como imóveis, recebíveis ou precatórios (títulos públicos judiciais, dívidas reconhecidas, líquidas e certas de governos municipais, estaduais e federal que podem remunerar o investidor entre 20% e 40% ao ano).
Tais ativos contam com duas especificações atrativas: baixa volatilidade e rentabilidade bem mais elevada que as tradicionais aplicações de renda fixa. Até pouco tempo, entretanto, esse tipo de investimento não era acessível para as pessoas físicas, pois sua originação é bastante complexa e cara. A tecnologia mudou isso ao permitir o acesso dos pequenos aplicadores aos mais diversos tipos de mercados, antes dominados somente pelas grandes instituições.
Os robôs de investimentos, que contam com capacidade de processar informações numa dimensão sobre-humana, diminuíram exponencialmente os custos de transação inerentes à pesquisa, análise e avaliação de riscos e retornos de ativos raros ou pouco visíveis, como é o caso de vários ativos reais. E o mesmo processo serve para adquirir crédito, energia ou imóveis que sejam do interesse dos investidores.
Advogado e CEO da Hurst Capital
 
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