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Porto Alegre, domingo, 26 de julho de 2020.
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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 19/08/2019. Atualizada em 03h00min, 19/08/2019.

Radares nas rodovias evitam acidentes

Embora o voluntarismo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenha, ainda, boa aceitação dos brasileiros, mesmo que nos índices de aprovação tenha caído nos últimos 30 dias, há certas decisões que não têm respaldo na realidade do País. É o caso da proibição dos radares móveis utilizados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas rodovias sob a sua jurisdição.
Embora o voluntarismo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenha, ainda, boa aceitação dos brasileiros, mesmo que nos índices de aprovação tenha caído nos últimos 30 dias, há certas decisões que não têm respaldo na realidade do País. É o caso da proibição dos radares móveis utilizados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas rodovias sob a sua jurisdição.
Se com eles os índices de acidentes são alarmantes, imagine-se o que não farão muitos motoristas sabedores de que as suas eventuais contravenções, principalmente com excesso de velocidade, não estarão mais sendo monitoradas.
Dados oficiais indicam que centenas de milhares de multas foram aplicadas nas rodovias federais com o uso dos radares móveis, quase todas por condutores de veículos trafegando bem acima da velocidade máxima permitida.
Dizem muitos que há no Brasil uma autêntica indústria de multas, com o exagero das punições. Porém - e mesmo que se concorde que, às vezes, haja algum tipo de injustiça -, na maioria das multas, no caso das rodovias, sejam federais ou estaduais, está presente a velocidade excessiva com que automóveis, principalmente, são dirigidos. Há pouco, um casal morreu após seu carro ser abalroado, frontalmente, por um outro, trafegando na contramão e com o condutor apresentando, segundo os agentes que atenderam à ocorrência, sinais de embriaguez.
Piorando o quadro que já é ruim e que, com certeza só vai piorar sem os radares móveis, temos a quase impunidade para aquilo que, em realidade, são crime de trânsito, muitos classificados como acidentes, e para os quais as punições são brandas, quando isso ocorre, geralmente meses ou anos após as tragédias.
No trânsito, morrerão, neste ano, segundo estimativas oficiais, cerca de 50 mil pessoas. A projeção está baseada no fato de que, apenas no primeiro semestre de 2019, os acidentes de trânsito provocaram mais do que 15 mil mortes e 12 mil casos de invalidez permanente no País. Os dados são do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, órgão da Escola Nacional de Seguros. As principais vítimas são homens de 18 a 65 anos e motociclistas.
Há casos de veículos em circulação que têm milhares de reais em multas, com motoristas dirigindo mesmo com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cassada.
O governador Eduardo Leite (PSDB) manteve o uso de radares móveis nas rodovias estaduais. Mas o presidente Jair Bolsonaro diz que a lei da proibição dos radares abrangerá também rodovias estaduais e até municipais. Um erro, segundo especialistas, e uma medida precipitada.
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