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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de agosto de 2019.
Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Alterada em 09/08 às 03h00min

A visão pragmática

Fernando Luiz Zancan
O desenvolvimento econômico e social de nossa sociedade passa pela movimentação econômica. Ou seja, precisamos fazer a economia girar. E a indústria é a que mais alavanca o crescimento. Em média, cada real aplicado na indústria multiplica-se em 2,52. No caso da geração termelétrica a carvão mineral, cada real aplicado multiplica-se em 3,68.
O desenvolvimento econômico e social de nossa sociedade passa pela movimentação econômica. Ou seja, precisamos fazer a economia girar. E a indústria é a que mais alavanca o crescimento. Em média, cada real aplicado na indústria multiplica-se em 2,52. No caso da geração termelétrica a carvão mineral, cada real aplicado multiplica-se em 3,68.
Comparemos dois estados: Queensland, na Austrália, país desenvolvido, e o RS. Ambos têm uma enorme reserva de carvão mineral. Em Queensland, o mineral contribui com 12% da economia, 190 mil empregos permanentes, 8% dos empregos gerados, movimentando a economia em US$ 20,5 bilhões.
Na Austrália, onde vivem muitos brasileiros, a mineração é uma das atividades mais importantes e passa por rigoroso processo de licenciamento ambiental. Em maio, foi aprovada a implantação de uma mina de carvão mineral com capacidade de gerar 10 milhões de toneladas por ano, com um investimento de US$ 1,38 bilhão. Ao todo, são gerados 1,5 mil empregos diretos. Só esse projeto alavancará uma ferrovia de 138 quilômetros e também investimentos no porto, visto que o carvão será destinado à exportação para a Índia.
Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, que passa por sérias dificuldades financeiras e sequer consegue pagar servidores públicos em dia, debate-se a implantação de uma mina de carvão mineral para consumo local que irá viabilizar a implantação de uma indústria carboquímica que poderá alavancar o PIB do RS em 4,43% até 2042. Para se ter uma ideia, a Austrália produziu, só em 2017, 500 milhões de toneladas de carvão, 50 vezes mais que o Brasil. Já no RS, há décadas, busca-se viabilizar uma indústria carbonífera.
A mineração de carvão mineral no Brasil, a exemplo da Austrália, aplica as melhores técnicas na preservação ambiental, é intensiva em geração de empregos qualificados, movimenta a economia. O carvão mineral é fonte de riqueza, e o Rio Grande do Sul não pode prescindir dela.
A utilização do carvão gaúcho deve ser implementada para alavancar a fraca economia do RS à luz de uma visão pragmática e sob a ótica da sustentabilidade, que contemple as dimensões econômica, social e ambiental, que estão refletidas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) promovidos pela ONU.
Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)
 
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