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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Alterada em 08/08 às 03h00min

Cautela mesmo com a queda da Selic

Débora Skibinski Assumpção
A taxa Selic é a taxa básica de juros. É a taxa referência no País, sendo utilizada como instrumento da política monetária para regular a inflação pelo governo por intermédio do Banco Central. Todos os cidadãos brasileiros, de alguma forma (com maior ou menor pressão), sofrem as consequências das variações da Selic, pois impacta a todos. Uma taxa de juros elevada desestimula o consumo, pois os juros cobrados em uma operação de crédito ficam mais caros. O cartão de crédito, os financiamentos e o cheque especial, por exemplo, recebem impactos diretos da variação da taxa Selic, e, como consequência, nós ficamos mais "endividados" com as instituições financeiras quando a Selic está alta.
A taxa Selic é a taxa básica de juros. É a taxa referência no País, sendo utilizada como instrumento da política monetária para regular a inflação pelo governo por intermédio do Banco Central. Todos os cidadãos brasileiros, de alguma forma (com maior ou menor pressão), sofrem as consequências das variações da Selic, pois impacta a todos. Uma taxa de juros elevada desestimula o consumo, pois os juros cobrados em uma operação de crédito ficam mais caros. O cartão de crédito, os financiamentos e o cheque especial, por exemplo, recebem impactos diretos da variação da taxa Selic, e, como consequência, nós ficamos mais "endividados" com as instituições financeiras quando a Selic está alta.
Quando a taxa Selic "cai", o custo de captação dos bancos se altera. Como consequência, os juros tendem a reduzir e as instituições financeiras tendem a emprestar dinheiro com juros "menores", e, nessa situação, ficamos um pouco menos "endividados". A queda de 0,5% da taxa Selic, passando de 6,5% para 6%, tem o propósito de impulsionar a economia, estimulando o consumo. Como mecanismo de controle da inflação, a taxa Selic é uma taxa parâmetro para as demais taxas de juros e, com isso, não quer dizer que o dinheiro ficará "mais barato e fácil" de se obter. Dentro da nossa realidade, a taxa de juros ainda é elevada, pois inseridas na formação das taxas cobradas pelos bancos, há outros custos que compõem as taxas de juros, como, por exemplo, os custos da inadimplência e os custos administrativos. Isso sem contar no lucro dos bancos, é claro!
Portanto, mesmo com a pressão da Selic para a redução das demais taxas que são afetadas por ela, qualquer decisão deve ser muito bem planejada. Antes de tomar um recurso emprestado das instituições financeiras, é preciso atenção a fim de não comprometer a renda, pois ainda é um cenário de juros acima da capacidade econômica e financeira de qualquer cidadão.
Sem dúvidas, continua valendo a atitude conservadora, evitando entrar no cheque especial, empréstimos por impulso ou rotativo do cartão de crédito.
A perspectiva do governo é de estímulo, mas a sugestão ainda é de cautela e ir devagar no momento de decidir por um empréstimo para não se endividar!
Professora, mestre em Controladoria e Finanças da Faculdade Estácio-RS
 
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