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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 08/08/2019. Alterada em 08/08 às 03h00min

Inovação, educação e o futuro do trabalho

Paulo Renato Ardenghi Rizzardi
O que você quer ser quando crescer? Lembro quando respondi pela primeira vez essa pergunta. Estava na segunda série do colégio, e disse que gostaria de ser engenheiro agrônomo, como meu pai. Trazendo esse dilema para os dias atuais, não sei se eu sei responder para o meu filho qual a minha profissão. Já fui advogado, professor, fundei uma startup e hoje tenho o desafio de ocupar a função de diretor de inovação na Prefeitura de Porto Alegre. O fato e que já tive uma série de reencarnações profissionais. Mais difícil será a resposta do meu filho, tendo em vista que boa parte das profissões desaparecerá, algumas serão substituídas por robôs, ou mesmo serão totalmente diferentes.
O que você quer ser quando crescer? Lembro quando respondi pela primeira vez essa pergunta. Estava na segunda série do colégio, e disse que gostaria de ser engenheiro agrônomo, como meu pai. Trazendo esse dilema para os dias atuais, não sei se eu sei responder para o meu filho qual a minha profissão. Já fui advogado, professor, fundei uma startup e hoje tenho o desafio de ocupar a função de diretor de inovação na Prefeitura de Porto Alegre. O fato e que já tive uma série de reencarnações profissionais. Mais difícil será a resposta do meu filho, tendo em vista que boa parte das profissões desaparecerá, algumas serão substituídas por robôs, ou mesmo serão totalmente diferentes.
Talvez meu filho seja um minerador em uma rede descentralizada de Blockchain ou um competente piloto de Drone, sabe-se lá se não vai criar uma moeda virtual ou descobrirá a cura de uma doença. Estamos vivendo a era da inovação e das transformações tecnológicas, no qual pressinto que cada vez menos existirão empregos e cada vez mais projetos nos quais a nova economia exigirá muita criatividade e repertório.
Diante desse cenário, repensar o modelo de educação para o futuro torna-se uma estratégia fundamental para a transformação de qualquer cidade. A Educação está deitada no divã! Não à toa, esse desafio ocupa dois projetos aprovados pelo Pacto pela Inovação: Educação transformadora e Professor inovador encontram-se como projetos estratégicos para transformar Porto Alegre.
Como pai e agente de inovação, me permito imaginar a escola para o futuro. Enxergo esse espaço como um coworking, um ambiente arquitetônico pensado para os alunos com salas de aula que estimulem a criatividade, que convidem a experiências, um currículo que esteja baseado no desafio de ensinar o aluno aprender a aprender. Vejo professores motivados, movidos pelo propósito e dispostos a aprender em um processo de sala de aula invertida, metodologias ativas, gamificação. Vejo também que cada vez mais será possível personalizar a educação, afinal não somos todos iguais. Impossível ainda não pensar nas habilidades emocionais, em como abordar medos, resiliência, coragem, paciência, empatia, dentre outros.
Não tenho respostas para o futuro do meu filho. Porém, acredito que ele viverá em uma cidade muito melhor.
Diretor de Inovação de Porto Alegre e empreendedor
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