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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 07/08/2019. Alterada em 07/08 às 03h00min

Guerra comercial entre EUA e China prejudica comércio

Quando as duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, acabam com uma tênue trégua que mantinham e retomam retaliações com novos impostos mútuos sobre as respectivas importações/exportações, todo o comércio global, direta ou indiretamente, pode e está sofrendo consequências. Nem todas ruins ao Brasil, pois a China informou que não mais comprará commodities agrícolas norte-americanas.
Quando as duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, acabam com uma tênue trégua que mantinham e retomam retaliações com novos impostos mútuos sobre as respectivas importações/exportações, todo o comércio global, direta ou indiretamente, pode e está sofrendo consequências. Nem todas ruins ao Brasil, pois a China informou que não mais comprará commodities agrícolas norte-americanas.
As trocas de farpas entre os EUA e a China não são de agora, mas tornaram-se agudas desde que Donald Trump assumiu a Casa Branca e prometeu que os recorrentes déficits comerciais com Pequim teriam que ter um fim. Por acordos ou por imposições tarifárias.
Após várias tentativas de negociações, eis que os produtos chineses foram sobretaxados por Trump. O presidente da ainda maior economia mundial continua reclamando dos déficits recorrentes do seu país com os chineses, além de direitos autorais e outros quesitos.
Mesmo com uma trégua comercial anunciada entre China e Estados Unidos após encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, além de negociadores de alto nível dos dois países, voltou a tensão entre os dois gigantes do comércio. O cenário segue com incertezas sobre os detalhes do que cada um dos lados estará disposto a ceder, o que, tudo indica, está ficando cada vez mais distante.
O problema não é novo, vem desde os fenícios e sua grande competência para fazer comércio no mundo de então, o que levou o poderoso Império Romano a mandar destruí-los por meio das suas legiões. É a constatação de que o domínio comercial é tão ou mais importante, em alguns casos, do que a grandeza militar e econômica em geral. Quando uma nação consegue amealhar fortunas com seus produtos exportados, aí chegam barreiras comerciais, acordos, a desvalorização cambial, caso da China, desajustes e mesmo tensões, como estão ocorrendo, visando equilibrar o jogo.
O temor de uma guerra cambial na economia mundial fez o dólar fechar esta segunda-feira, no Brasil, no maior nível em mais de dois meses. A moeda americana subiu 1,66% e terminou em R$ 3,9561, a cotação mais alta desde 30 de maio. O nervosismo dos investidores foi reflexo da decisão da China de deixar o dólar romper a marca psicológica dos 7 yuans pela primeira vez desde 2008, movimento que levou o presidente americano a chamar Pequim de manipulador cambial e estimular a busca por ativos mais seguros. A tensão também levou a uma queda da Bovespa. Isso não é bom para ninguém.
 
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