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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 01/08/2019. Alterada em 01/08 às 03h00min

Mercosul, União Europeia e o Acordo de Paris

Como estará o tempo amanhã? E para a semana que vem, qual a previsão? No dia a dia, a maioria das pessoas tem a preocupação de saber se estará calor, frio, se vai chover.
Como estará o tempo amanhã? E para a semana que vem, qual a previsão? No dia a dia, a maioria das pessoas tem a preocupação de saber se estará calor, frio, se vai chover.
É uma programação de curtíssimo prazo, prática, para sair de casa, para curtir o fim de semana, levar os filhos ao parque. Mas e a longo prazo? Como estará o clima daqui a 20, 50 anos?
Isso depende de diferentes fatores, mas o principal deles é como os governos e a população do planeta vão agir em relação ao meio ambiente.
A principal causa do aquecimento global é o efeito estufa - fenômeno natural responsável pela manutenção do calor na Terra -, cada vez mais intenso em razão de práticas do homem, como poluição, queimadas e desmatamento. Como consequência, temos a elevação dos níveis de rios e mares, e tempestades cada vez mais devastadoras.
Apesar das evidências científicas, até mesmo autoridades contestam o problema. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, já demonstrou ceticismo em relação ao aquecimento global. Segundo ele, há equívocos na medição de temperaturas e é "necessária uma discussão aberta e não ideológica desse tema".
O governo, inclusive, ameaçou abandonar o Acordo de Paris - ratificado pelo Brasil em 2016 -, no qual assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, tendo como ponto de partida as emissões de 2005, e, ainda, tentar uma redução de 43% das emissões até 2030.
Para isso, aumentar a participação da bioenergia sustentável na matriz energética para 18%, reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e chegar a participação de 45% de energias renováveis na matriz energética.
Diante das negações às mudanças climáticas, a França ameaça não assinar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia se o Brasil se retirar do Acordo de Paris. O Brasil abrandou, mas isso não quer dizer que tenha mudado de opinião.
O presidente Jair Bolsonaro cancelou de última hora, na segunda-feira, uma agenda com o ministro das Relações Exteriores francês, porque ele teve reuniões anteriores com ambientalistas. O Brasil ainda enviou, pela primeira vez, representantes diplomáticos a uma reunião de negacionistas do clima nos Estados Unidos.
O presidente francês, Emanuel Macron, não pretende assinar qualquer acordo comercial se o Brasil deixar o Acordo de Paris. É preciso que o País esteja atento ao meio ambiente e aos negócios.
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