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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de julho de 2019.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

19/07/2019 - 15h03min. Alterada em 19/07 às 15h48min

Como morrem os partidos

Adeli Sell
Assim como as democracias, os partidos necessitam de grades de proteção. Nas democracias nem sempre as salvaguardas constitucionais são suficientes para garantir que continuem sendo democracias e nos partidos, nem sempre o Estatuto e Regimento é e/ou será suficiente.
Assim como as democracias, os partidos necessitam de grades de proteção. Nas democracias nem sempre as salvaguardas constitucionais são suficientes para garantir que continuem sendo democracias e nos partidos, nem sempre o Estatuto e Regimento é e/ou será suficiente.
A competição interna, seja pela visão política sobre como enfrentar adversidades ou na disputa pela direção pode se transformar em luta livre, enterrando a tolerância para o debate, abrindo barreiras que podem levar ao esfacelamento, como aconteceu com partidos, em especial os sociais-democratas.
Tolerância mútua e a reserva institucional devem ser guias, tanto ao encarar as democracias nas Nações como dentro de um partido político.
Precisamos aprender com o que acontece com nossa democracia, duramente conquistada, depois de 21 anos de ditadura, arranhada por um golpe contra a presidenta Dilma, como foi aquele contra Lugo no Paraguai.
Faltaram os elementos da reserva legal aqui no Brasil levada a rodo por um segmento do Judiciário e do MP com o auxílio do Parlamento e da grande mídia.
Assim, nós do PT devemos nos reestruturar internamente com alargada tolerância e alteridade.
Externamente devemos construir, pelo debate e pelo respeito aos outros partidos populares e democráticos, a ampla frente nos municípios em 2020 para retomar os rumos da Nação de baixo para cima.
As novas direções devem ser plurais, ampliando o debate intergeracional, para oxigenar o partido e além das direções criarem comitês de militantes antigos e experientes que não as compõem, podendo ser o pilar para a mesma e o conjunto do partido.
Se seguirmos internamente com as mesmas formas de relação, discussões e conceitos depois de tudo que acontece no Brasil e no mundo, posso afirmar que não iremos bem em nossas construções. Precisamos aprender com os fatos para não andar em círculos e errar a estratégia e tática.
Vereador (PT) de Porto Alegre
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