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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

11/07/2019 - 15h55min. Alterada em 11/07 às 16h01min

Vaza-jato: o que mais é preciso?

Valdete Souto Severo
As revelações deste fim de semana elevam para um nível mais grave a promiscuidade e a ilicitude das ações havidas no âmbito da Operação Lava Jato. Além da motivação política, desconectada de questões processuais, evidencia-se uma atuação em nível internacional, comprovando que os Estados Unidos agem dentro de países da América Latina para fazer valer seus interesses políticos e econômicos, utilizando-se da mediocridade e da falta de ética de alguns. O objetivo evidentemente nunca foi combater a corrupção.
As revelações deste fim de semana elevam para um nível mais grave a promiscuidade e a ilicitude das ações havidas no âmbito da Operação Lava Jato. Além da motivação política, desconectada de questões processuais, evidencia-se uma atuação em nível internacional, comprovando que os Estados Unidos agem dentro de países da América Latina para fazer valer seus interesses políticos e econômicos, utilizando-se da mediocridade e da falta de ética de alguns. O objetivo evidentemente nunca foi combater a corrupção.
A seletividade das investigações, assim como a inércia da Operação Lava Jato após haver atingido seu desiderato: segregar Lula, impedindo-o de concorrer à Presidência, comprovam isso. O fato de que outras pessoas foram perseguidas e ainda respondem a procedimentos, pela simples desconfiança de que tivessem agido do mesmo modo, permite concluir que outros setores do Poder Público esconderam-se sob argumentos jurídicos e viabilizaram esse gigantesco conluio.
Raquel Dodge instaurou inquérito contra o desembargador Rogério Favreto, referindo suspeita de que tivesse “participado de ato orquestrado envolvendo parlamentares petistas”. O único ato do desembargador foi proferir decisão fundamentada durante seu plantão, determinando a soltura de Lula, tendo sido desautorizado pelo então juiz Sérgio Moro e sua gangue, em uma completa inversão de papéis que já tornava certo à época o fato de que o juiz se sentia (e estava, como ainda parece estar) acima da lei.
Por que até agora nada foi feito em relação a Moro e aos procuradores envolvidos, especialmente Dallagnol? As últimas revelações do Intercept provam que, como ocorreu em 1964, seguimos como marionetes de forças econômicas que violam sistematicamente nossa soberania. O objetivo sempre foi saquear nações determinando os rumos dos países da América Latina, a partir de interesses que não são nossos.
O que mais será preciso para que nossas instituições e aqueles que nelas atuam percebam o preço que se pagará por sua covardia e que manter Moro como ministro da Justiça e Dallagnol e seus comparsas no Ministério Público significará decretar a completa falência de uma nação?
Presidenta da Associação Juízes para a Democracia e juíza do Trabalho no TRT-4/RS
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