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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

11/07/2019 - 15h17min. Alterada em 11/07 às 15h32min

A morte que nos rodeia

Paulo Franquilin
Ao acordarem pela manhã os policiais militares não sabem o que os espera no próximo turno de trabalho. Alguns trabalham durante o dia e outros no período noturno no serviço de policiamento, que nunca para, pois a criminalidade é constante em nossas cidades.
Ao acordarem pela manhã os policiais militares não sabem o que os espera no próximo turno de trabalho. Alguns trabalham durante o dia e outros no período noturno no serviço de policiamento, que nunca para, pois a criminalidade é constante em nossas cidades.
O patrulhamento das ruas é um inibidor dos delinquentes, pois quanto mais policiais militares atuando, menores os índices de criminalidade. Porém, às vezes, os confrontos ocorrem, porque alguns criminosos resolvem enfrentar a polícia, ocorrendo mortes em ambos os lados deste conflito.
No mundo do crime a morte é uma constante, seja para manter a liderança, subjugar comunidades e matar pessoas nas ações criminosas, sejam elas cidadãs ou policiais. Enquanto que no trabalho policial a prioridade é preservar a vida e a liberdade de todos, tanto dos que cumprem a lei, como daqueles que atuam no crime.
Assim, cada policial militar tenta evitar o uso da arma letal, somente em casos extremos, quando se esgotam os recursos não-letais ou nos confrontos inevitáveis. Sair de casa é sair para o desconhecido, podendo ser um dia tranquilo ou de morte e sangue, depende das circunstâncias e daquilo que cruzar o caminho do profissional de segurança.
A morte violenta é uma das possibilidades, que nenhum treinamento ou aula poderá evitar, pois morrer é uma das faces do arriscado trabalho de garantir a segurança das pessoas. No entanto, o matar é o que se evita em cada ocorrência, a tentativa de negociar, conter e cessar as ações criminosas sem usar armas letais, que é o último recurso para salvar e preservar outras vidas.
Descansem em paz os soldados Rodrigo da Silva Seixas e Marcelo de Fraga Feijó, mortos num beco da Paulino Azurenha, e o soldado Gustavo Azevedo Barbosa Junior, morto na praça Guia Lopes, quando atuavam para combater a prática de crimes. Eles não puderam retornar às suas casas e deixaram suas famílias e a Brigada Militar de luto.
Jornalista e escritor
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