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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 11/07/2019. Alterada em 11/07 às 03h00min

Prazer em servir

Daiçon Maciel da Silva
Eles se arriscam, se doam e não pedem nada em troca. Na maioria das vezes são empresários, aposentados, funcionários da iniciativa privada. Eles nos salvam e deixam um exemplo a ser seguido.
Eles se arriscam, se doam e não pedem nada em troca. Na maioria das vezes são empresários, aposentados, funcionários da iniciativa privada. Eles nos salvam e deixam um exemplo a ser seguido.
Nesse 9 de julho, a Defesa Civil estadual comemorou 49 anos de sua criação. A data comemorativa foi instituída em 1994, pelo então governador Alceu Collares (PDT). Uma homenagem muito justa, àqueles que se somam às forças de segurança quando os desastres naturais nos surpreendem, desolando grandes centros ou vilarejos.
Conforme o pesquisador Jaime Müller, da Defesa Civil de Santo Antônio da Patrulha, o instrumento foi criado para auxiliar populações a superarem as dificuldades no período da Guerra. Sua origem vem da Europa, durante a Primeira Guerra Mundial, quando a cidade de Londres foi bombardeada pelos alemães. No Brasil, a Defesa Civil surgiu em 1942, na Segunda Guerra, após afundamento de navios, somando 56 mortos.
Os municípios também construíram esta "força tarefa", que está pronta ao primeiro chamado. Apesar de não receber remuneração para tal função, eles participam de oficinas, utilizam transporte próprio e participam de cursos de formação para qualificar os atendimentos à comunidade.
Certa vez, perguntei a um membro da Defesa qual a motivação para tamanha dedicação e a reposta foi direta: pelo prazer em servir. O município que conta com a Defesa Civil está mais amparado. Por mais que haja planejamento, há situações em que não sabemos como agir para resgatar pessoas atingidas por uma catástrofe.
Em Santo Antônio, a Defesa Civil é muito ativa. Com um grande número de integrantes, foi uma das pioneiras no Rio Grande do Sul.
Mesmo com as trocas de governo, a cada quatro anos, ela se mantém com praticamente os mesmos integrantes. Além disso, em 2009, criamos o Conselho Municipal da Coordenadoria da Defesa Civil.
Composto por 23 entidades representativas de diversos segmentos reforça e integra cada vez mais a sociedade com esse órgão tão necessário, formado por pessoas que se entregam de forma voluntária.
Temos o privilégio de não sofrer com intempéries, mas eles estão aqui para as piores situações, no socorro nos rincões mais distantes e inacessíveis.
Nossa cidade ainda conta com os jipeiros, que formam uma parceria perfeita com a Defesa Civil.
Mesmo que não esperem receber nada por tudo que fazem, merecem o nosso reconhecimento. À Defesa Civil, nossas saudações!
Prefeito de Santo Antônio da Patrulha (MDB)
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