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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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04/07/2019 - 03h00min. Alterada em 04/07 às 03h00min

Leilão do Trensurb!

Adão Dornelles Faraco
O transporte de "massa" no mundo, é subsidiado pelo Governo Central do país que adota o "Sistema Metrô". No Brasil, só em São Paulo o metrô é autossuficiente. Temos uma só linha com apenas 43 quilômetros: Esteio, Canoas, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Hoje, transporta 157.000 passageiros/dia. São Paulo, em 80 quilômetros, transporta 4.400.000 passageiros/dia! Nossa linha atual, em longo trajeto, só capta usuários de um lado. Do outro, é vizinha do Jacuí, onde é baixa a captação de passageiros. Por certo, um meio de transporte de alta qualidade, pontual, cômodo, seguro e higiênico deve contar com lotação que equilibre o alto custo de operação. Essa é uma realidade que a empresa conhece e tem demonstrado ao governo federal com a clareza que explica o déficit.
O transporte de "massa" no mundo, é subsidiado pelo Governo Central do país que adota o "Sistema Metrô". No Brasil, só em São Paulo o metrô é autossuficiente. Temos uma só linha com apenas 43 quilômetros: Esteio, Canoas, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Hoje, transporta 157.000 passageiros/dia. São Paulo, em 80 quilômetros, transporta 4.400.000 passageiros/dia! Nossa linha atual, em longo trajeto, só capta usuários de um lado. Do outro, é vizinha do Jacuí, onde é baixa a captação de passageiros. Por certo, um meio de transporte de alta qualidade, pontual, cômodo, seguro e higiênico deve contar com lotação que equilibre o alto custo de operação. Essa é uma realidade que a empresa conhece e tem demonstrado ao governo federal com a clareza que explica o déficit.
Na década de 1990, recebeu autorização federal e procedeu à licitação internacional que objetivava o estudo de viabilidade técnica e financeira de um ramal subterrâneo que corresponderia ao intenso corredor viário Assis Brasil/Centro/Azenha. Nova licitação proporcionou o Projeto de Engenharia. Faria uma só desapropriação, construiria o túnel e 17 estações, e adquiriria 25 trens. Com o projeto já em conclusão, os titulares da União, do Estado e do município de Porto Alegre, por "razões muito pequenas", deixaram passar o "cavalo encilhado"! Viria a terceira fase, e partiríamos para a execução da Linha Dois. Corresponderia a um forte fator de superação do caótico trânsito de Porto Alegre, favorecendo significativamente a mobilidade urbana. Foi na fase da paridade do real com o dólar. O custo total do projeto seria de R$ 1 bilhão. Tínhamos entendimento inicial com as empresas de ônibus. Deixariam de concorrer com a superior velocidade do trem e fariam trajetos curtos de alimentação do metrô. Correriam menos, teriam desgaste menor e manteriam o lucro. O volume de usuários, na época, passaria de 135.000 para 670.000 passageiros/dia. O resultado garantiria orçamento equilibrado e baixíssimo subsídio federal, monitorado por excelente quadro de funcionários. O sistema privatizado não dispensará ajuda financeira do governo! O projeto Metrô Linha Dois se mantém na Trensurb, poderá ser retomado! E o resultado financeiro positivo será outro!
Presidente da empresa no período 1993-1999
 
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