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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 04/07/2019. Alterada em 04/07 às 03h00min

Uma nova mentalidade

Eduardo Leite
Embora tenha peso estratégico na proposta do atual governo para enfrentar o desequilíbrio financeiro do Estado, é preciso enxergar com serenidade a autorização da Assembleia Legislativa para a privatização da CEEE, da CRM e da Sulgás. Não houve vitórias pessoais. No fundo, o resultado da votação representa uma conquista coletiva, porque concretiza uma mudança de mentalidade.
Embora tenha peso estratégico na proposta do atual governo para enfrentar o desequilíbrio financeiro do Estado, é preciso enxergar com serenidade a autorização da Assembleia Legislativa para a privatização da CEEE, da CRM e da Sulgás. Não houve vitórias pessoais. No fundo, o resultado da votação representa uma conquista coletiva, porque concretiza uma mudança de mentalidade.
Tão importante quanto a possibilidade de abrir caminho para a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), as votações emitiram um sinal de amadurecimento. O Rio Grande do Sul não aceitava discutir o tema privatização, o que retarda a resolução dos nossos problemas estruturais. Com a compreensão e a consciência dos nossos deputados, o Estado poderá ser conduzido em direção a um futuro aberto à iniciativa privada, ao ganho de eficiência e de competitividade.
Ninguém deprecia essas companhias estatais, pelo contrário. As três empresas cumpriram, até aqui, um papel histórico e relevante no desenvolvimento da economia gaúcha. Mas os tempos mudaram. A falta de energia financeira do setor público virou um obstáculo à geração de um novo ciclo de crescimento, capaz de melhorar a qualidade de vida da nossa população. Por isso, a privatização, para além dos ranços ideológicos e das conveniências eleitorais, acabou se transformando em uma medida de transparência e racionalidade. Não há dúvidas de que, na mão da iniciativa privada, as três empresas conduzirão cronogramas de investimento consistentes, os quais, além de expandir e qualificar a oferta de serviços, injetarão recursos expressivos na nossa economia. Teremos mais emprego, renda, receita com impostos e infraestrutura, atraindo outros investimentos e confirmando que o Rio Grande do Sul segue firme no propósito de criar bases sólidas para o empreendedorismo.
Estamos diante de uma mudança de mentalidade porque a autorização para privatizar é apenas um elo da corrente de transformação em curso. O conjunto de aproximações com a iniciativa também envolve um programa de concessões, por meio do RS Parcerias, e de iniciativas impulsionadas por Parcerias Público-Privadas (PPPs), que compõem uma agenda de desenvolvimento que nos atualiza como destino receptivo aos negócios. Apenas com a capacidade de investimento, a agilidade e vocação à inovação da iniciativa privada conseguiremos trocar de paradigma. Sai de cena o Estado que se consome para financiar a própria máquina, para que, no lugar, renasça um setor público atuante como vetor de atendimento real das demandas da sociedade.
Governador do Estado
 
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