Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 01 de julho de 2019.
Dia Mundial da Arquitetura.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Edição impressa de 01/07/2019. Alterada em 01/07 às 03h00min

Acordo Mercosul União Europeia é marco histórico

A principal notícia do final de junho em termos de comércio exterior foi que o Mercosul e União Europeia (UE) fecharam, em Bruxelas, acordo de livre-comércio. O tratado, que abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais, vinha sendo discutido há duas décadas por europeus e sul-americanos. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, chamou o desfecho bem-sucedido de momento histórico. No meio de tensões comerciais internacionais, os dois blocos estão emitindo um forte sinal em favor do comércio e baseado em regras. É o maior acordo comercial que a UE fez, segundo ele.
A principal notícia do final de junho em termos de comércio exterior foi que o Mercosul e União Europeia (UE) fecharam, em Bruxelas, acordo de livre-comércio. O tratado, que abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais, vinha sendo discutido há duas décadas por europeus e sul-americanos. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, chamou o desfecho bem-sucedido de momento histórico. No meio de tensões comerciais internacionais, os dois blocos estão emitindo um forte sinal em favor do comércio e baseado em regras. É o maior acordo comercial que a UE fez, segundo ele.
Já a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, apontou que o tratado economizará € 4 bilhões em cobranças aduaneiras a empresas europeias, quatro vezes mais que o acordo do bloco com o Japão. O acordo também estabelece elevados padrões e um forte quadro para lidarmos conjuntamente com questões como o meio ambiente e direitos trabalhistas, bem como reforçarmos compromissos de desenvolvimento sustentável que já fizemos, por exemplo sob o Acordo de Paris, declarou.
No mesmo comunicado, Bruxelas destaca que o acordo comercial birregional cobrirá uma população de 780 milhões de habitantes e ancorará importantes reformas econômicas e a modernização em curso nos países do Mercosul.
O acordo permitirá que a maior parte dos produtos seja comercializada entre os blocos com tarifa zero. Haverá um calendário para que isso ocorra. Os europeus eliminarão mais rapidamente as tarifas, mas vão manter cotas de importação em alguns produtos agrícolas. Para o Mercosul, pode levar uma década para que boa parte das alíquotas seja zerada.
As conversas para o acordo foram lançadas em junho de 1999, mas depois interrompidas. Em 2010, foram relançadas. Desde então, houve idas e vindas com momentos de resistências tanto do lado do Mercosul quanto do lado da União Europeia. Em 2016, os dois blocos voltaram a trocar propostas e, neste ano, havia a percepção de que faltava pouco para um acerto.
É uma boa notícia em meio a tantas outras, bem desanimadoras. Mas, esse tipo de esperança vinha sendo renovado - e jamais concretizado - há duas décadas. O Mercosul não podia ceder demais para fechar o negócio que, como diz o ditado popular, só é bom se for bom para os dois lados. Enfim, fechado o acordo Mercosul/União Europeia.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia