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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de junho de 2019.
Dia do Ministério Público Estadual.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 28/06/2019. Alterada em 28/06 às 03h00min

Drama chinês com a peste suína beneficia o Brasil

Problema para uns, solução para outros. É o que está acontecendo agora mesmo com a China, que teve um foco da perigosa peste suína. Em decorrência, as importações de carne suína na China dispararam em maio, com alta de quase 63% ante mesmo período do ano anterior. É o que indicaram dados de alfândegas nos últimos dias, com o principal consumidor global do produto abastecendo estoques em meio a expectativas de uma menor oferta.
Problema para uns, solução para outros. É o que está acontecendo agora mesmo com a China, que teve um foco da perigosa peste suína. Em decorrência, as importações de carne suína na China dispararam em maio, com alta de quase 63% ante mesmo período do ano anterior. É o que indicaram dados de alfândegas nos últimos dias, com o principal consumidor global do produto abastecendo estoques em meio a expectativas de uma menor oferta.
Simultaneamente, o Brasil passou a exportar mais proteínas bovina, suína e de frango. As importações chinesas em maio foram de 187.459 toneladas, maior volume desde as 192.348 toneladas de agosto de 2016, segundo os dados. A alta vem em meio a um surto de peste suína africana que continua a afetar animais na China, que detém metade dos rebanhos globais, levando a uma redução significativa na oferta doméstica.
Os preços da carne suína na China subiram rapidamente na primeira metade de março, o que levou a grandes compras de carne no exterior, incluindo os Estados Unidos. Os preços desde então estabilizaram, com importadores e operadores do mercado dizendo que a demanda nas últimas semanas por carne suína importada tem sido fraca devido à ampla oferta de carne fresca de produtores que estão abatendo seus rebanhos conforme o surto da peste atinge novas áreas. Especialistas do setor agropecuário indicam que a demanda deve subir novamente nos próximos meses.
É que o governo de Pequim informou que o rebanho de suínos do país caiu 23,9% em maio ante o mesmo mês de 2018, o que gerará um declínio significativo na produção. Tanto é assim que a projeção é que a produção de carne suína cairá para 38 milhões de toneladas em 2019, ante 54 milhões no ano passado. Já as importações teriam um teto de cerca de 4 milhões de toneladas, devido à oferta global disponível.
As importações chinesas nos primeiros cinco meses do ano, até maio, somaram 658.236 toneladas, alta de 19,8% na comparação anual. Apesar da demanda esperada, a China ampliou inspeções sobre importações de carne e recentemente bloqueou seu mercado para três exportadores canadenses.
Com a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caindo de 0,93% para 0,87% na 17ª redução consecutiva do Boletim Focus, esta é, portanto, uma grande oportunidade para a produção brasileira, conforme tem acontecido. Mas a sanidade dos produtos tem que ter nota 10, ou nos arriscaremos a perder um mercado grande e bom pagador até hoje.
 
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