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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de junho de 2019.
Dia do Turismo / Turista.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigos

Alterada em 13/06 às 03h00min

Presente de futuro

Silvia Franz Marcuzzo
Comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. E neste ano, coletivos e organizações da sociedade civil se uniram para promover eventos para chamar a atenção sobre temas, que parecem não ter muita importância para os atuais governos: a relação entre as mudanças climáticas, a poluição do ar, a situação da arborização urbana e o consumo excessivo de plásticos que não são reciclados (principalmente por questões de mercado). Todos esses assuntos têm relação direta com o futuro que estamos deixando para as futuras gerações. Essa programação foi proposta pelos coletivos POA inquieta, Minha Porto Alegre e organizações Net Impact e Todavida.
Se perguntarmos para as pessoas o que é o mais valioso na sua vida, muitos vão dizer que são os filhos, os sobrinhos, os netos. Enfim, muitos gastam energia, dinheiro, tempo, tudo que têm para dar o melhor para seus descendentes. Mas quem conecta o quanto suas escolhas irão representar para as futuras gerações? Ao contrário dos meus avós e pais, que não dispunham de conhecimentos sobre o que representava ter uma postura responsável com relação ao estilo de vida, hoje nós já sabemos o que está levando a humanidade ao colapso. Na segunda, dia 3 de junho, o geógrafo Pedro Reis, do Notos, Laboratório de Climatologia da Ufrgs, explicou que a localização geográfica do Rio Grande do Sul está hoje na rota de eventos climáticos extremos. Isso é algo da história recente e que tem relação com uma série de influências que vêm da Antártica, da Amazônia, como ventos, rios voadores, nuvens, desmatamentos. Ele apresentou evidências, gráficos, mapas e provou que o que aconteceu com Porto Alegre em 29 de janeiro de 2016 - o evento de chuva mais impactante da história da cidade, associado ao fenômeno da microexplosão (em Inglês Downburst), que provocou milhões em prejuízos e inúmeros transtornos.
Só que apesar disso, dessa imensa inteligência de pesquisas, as políticas públicas, obras e novos empreendimentos não consideram esse contexto. Até a exploração do carvão, que agrava ainda mais esse quadro, se quer incentivar por aqui. Então pergunto: qual seria o melhor presente que podemos deixar para nossos filhos, netos, sobrinhos? A consciência do que fazemos hoje para que tenham uma vida com um mínimo de qualidade de vida amanhã? Como estará a água, o ar, o solo, enfim o ambiente para que ele consiga sobreviver? A natureza vai continuar, se adaptando às circunstâncias, já os seres humanos é que vão pagar o preço mais caro dessa conta. Anos atrás, não tínhamos dados sobre o estado do planeta, do Brasil, da nossa cidade. Hoje, a comunidade científica, a ONU, enfim todas instituições sérias e lúcidas sabem o que precisamos fazer. Então, fica a dica. O que dá para começar a fazer hoje? O que está a seu alcance? O mais difícil é começar a mudança dentro de nós.
Consultora em sustentabilidade
 
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