Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 10 de junho de 2019.
Dia da Língua Portuguesa.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Alterada em 10/06 às 03h00min

O Porto, as 'portas' e o futuro

Tarso Francisco Pires Teixeira
As notícias sobre a crise do Estado do Rio Grande do Sul não poderiam ser mais desanimadoras do que são.
O endividamento brutal, o custo da máquina pública, a bomba previdenciária prestes a explodir, e a força das corporações de servidores públicos encastelados em estatais deficitárias e com altas folhas salariais, são apenas alguns dos ingredientes do desastre financeiro e estrutural de um Estado que não pode sequer honrar a folha do seu funcionalismo em dia, que dirá investir na infraestrutura básica, prestes a degringolar.
A União, por sua vez, cinco meses após o início do novo governo que se pretende liberal-democrata, depois de décadas de social-democracia, também não tem um diagnóstico dos mais animadores: ou as reformas avançam, a previdenciária em particular, ou o País quebra.
Os cultores do pensamento liberal, entre os quais me incluo, defendem uma redução do papel do Estado na economia para que a iniciativa privada consiga avançar na geração de divisas, renda e emprego para a população. No entanto, para um verdadeiro liberal, redução não significa eliminação do Estado, nem a anulação de sua capacidade de investimento. Um liberal reconhece que um Estado incapacitado de prover as suas tarefas essenciais - educação, segurança e logística - é um entrave ainda maior para a livre economia do que o Estado interventor tradicional.
Um dos focos de vitalidade que ainda temos, é o Porto de Rio Grande, que recentemente visitei junto com o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, e comitiva da Federação. Estamos falando simplesmente do segundo maior porto brasileiro, por onde passaram 42,9 milhões de toneladas no ano passado, e um crescimento de 78,8% na carga viva - mais precisamente,152 mil animais enviados à Turquia, o negócio que literalmente "salvou" a pecuária gaúcha, apesar dos protestos de ONGs amigas dos animais e inimigas do progresso gaúcho.
Neste momento em que há um alinhamento de visão entre o governo gaúcho e a presidência da República, é fundamental que o setor produtivo apoie as tratativas que injetem recursos na constante modernização do Porto de Rio Grande.
Porque é através dele, dessa imensa porta para o mundo, que o Rio Grande do Sul encontrará caminhos para romper o ciclo de crise.
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul
CORRIGIR