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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 06/06/2019. Alterada em 06/06 às 03h00min

Preservação da Amazônia é tarefa brasileira

No mundo inteiro há movimentos, a maioria feita por pessoas físicas ou Organizações Não Governamentais (ONGs) alertando para o aquecimento global e o desmatamento. Isso e muito mais foi lembrado nesta quarta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente. Ninguém mais ignora que nós, humanos - e toda a vida animal e vegetal -, dependemos do equilíbrio ambiental. Por isso, o Brasil vê-se acuado por outros países.
Há um clamor mundial pela proteção da Amazônia, considerada como "o pulmão do mundo", pela regeneração do ar que a floresta promove diuturnamente.
Nos últimos anos, 85 áreas de conservação foram extintas no Brasil, reduzidas ou tiveram o seu status de proteção rebaixado. Foram 11,5 milhões de hectares, ou cerca de 18% do que foi perdido globalmente. Outras 60 áreas são objeto de propostas ainda ativas e podem afetar outros 21 milhões de hectares.
Dados preliminares do Deter, o sistema de satélites que monitoram o desmatamento no Brasil, mostram que o desflorestamento na Amazônia acelerou em maio último, atingindo a maior velocidade em uma década, o que pode significar um aumento na atividade de madeireiros ilegais na região, encorajados pela decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de afrouxar as medidas de proteção ambiental brasileiras.
Paralelamente, o Brasil está sendo cobrado para que deixe de utilizar o argumento da soberania para impedir qualquer sugestão externa sobre como lidar com o desmatamento na Amazônia. Isso jamais podemos permitir. Aceitamos somente colaborações financeiras e pedidos de cuidados vindos de outras nações.
Há até insinuações para que o Brasil aceite uma soberania relativa sobre a região. Depois das guerras baseadas em mentiras, das crises cujo epicentro são os países ricos, mas cujas vítimas são os pobres, dos organismos internacionais criadas para proteger interesses das nações poderosas, chegou a vez do olho grande recair sobre a Amazônia.
Para críticos, a Amazônia é tão grande quanto descuidada, entregue aos desmatadores, às missões ditas religiosas que têm muitos pecados a expiarem e às ONGs que realizam trabalhos disfarçados para laboratórios, governos e agências estrangeiras. Por tudo isso, o Brasil tem, sim, que cuidar do meio ambiente e, mais ainda, da Amazônia.
E todos nós, no nosso cotidiano, também cuidando das vias públicas, evitando sujá-las e separando o lixo reciclável. O meio ambiente é muito importante para todos nós. Cuidá-lo é obrigação, não um favor que fazemos.
 
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