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Porto Alegre, terça-feira, 04 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 04/06/2019. Alterada em 04/06 às 03h00min

O papel da imprensa em um cenário de muita informação

Ciclicamente no Brasil, setores de governos e da oposição tentam, por diversos caminhos, cercear a liberdade da informação. É um erro crasso. A imprensa é um dos pilares da democracia. E é através dela que a população pode se informar para tomar as melhores decisões.
Há eventuais omissões ou erros, mas até mesmo a imprensa, tida como quarto poder, também pode ser punida. Os três crimes da imprensa estão capitulados como calúnia, injúria e difamação.
Por qualquer um deles, o profissional de imprensa e o veículo de comunicação podem ser processados na Justiça. Logo, há proteção contra desmandos, eles venham de onde vierem.
Há anos o submundo dos crimes do colarinho branco, da promiscuidade entre alguns políticos e empresas tem sido vasculhado e suas entranhas fétidas mostradas ao País. A imprensa teve um papel decisivo em desvelar esses desvios.
Evidentemente, não é só no Brasil que a imprensa tem importância na transparência dos poderes públicos. Isso vale para qualquer democracia do mundo.
Por isso mesmo, não só para assinalar o Dia da Imprensa, em 1 de junho, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) está promovendo a Semana da Imprensa Hipólito José da Costa, patrono da Imprensa no Brasil, com a realização de debates, ciclo de filmes, encontros e homenagens até sexta-feira, dia 7, em Porto Alegre.
Trata-se de oportunidade para que façamos uma reflexão sobre o papel do jornalismo para a sociedade nestes momentos turbulentos em relação ao pensar e à questão da democracia. A ARI vem destacando que é mais que necessário o jornalismo, com um comprometimento, além da verdade, com o livre pensar e a democracia.
Em um contexto de múltiplas informações, nas mais diversas plataformas, e com fontes duvidosas, especialmente nas redes sociais, é importante saber diferenciar o que é estar informado, de estar bem informado.
Quem é crível para emitir a mensagem jornalística? Quem pode produzir uma informação bem apurada e ser referência quando se tem dúvidas sobre a veracidade de uma notícia? Os veículos de comunicação e os jornalistas profissionais, comprometidos com a verdade, preferencialmente com formação acadêmica e embutidos das questões de ética.
Valorizar a imprensa é elevar o nível dos debates e bem informar. E a imprensa também é a voz da população.
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