Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 24 de maio de 2019.
Dia Nacional do Café.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Edição impressa de 24/05/2019. Alterada em 24/05 às 03h00min

As expectativas para a economia brasileira neste ano

Não chegamos ao fim de maio, mas os analistas econômico-financeiros tanto os nacionais quanto os de nível global começam a lançar suas expectativas para o cenário econômico deste e do ano que vem. Pode parecer açodamento, no entanto, estas previsões, até agora pouco otimistas ou até pessimistas, apontam para um 2019 muito fraco, com um Produto Interno Bruto (PIB) baixo tanto globalmente quanto, mais ainda, em nível de Brasil.
Constata-se que o nosso PIB vem tendo projeções de queda há muitas semanas, segundo a respeitada pesquisa Focus. Economistas dizem que as nossas indústrias ainda sofrem impacto dos erros da política econômica dos últimos anos e podem ter seus resultados ruins por decisões que estão na promessa, como a reforma da Previdência e o choque de energia barata. Ao considerar a reforma da Previdência uma bala de prata para a recuperação da economia, o governo esquece que tem toda uma agenda maior de reformas que deve ser colocada em prática, especialmente quanto ao crônico déficit das contas públicas.
Sem reformas, amplia-se o ambiente de incerteza que não contribui para que as empresas se animem a tirar investimentos do papel. E na dúvida sobre as reformas e a recuperação econômica, muitas companhias estão jogando para 2020 os projetos deste ano. Entretanto, enquanto a maior parte dos negócios foi afetada pela crise da economia doméstica, outros melhoraram a rentabilidade, como energia elétrica, eletroeletrônicos e locação de veículos. Alguns, porém, foram castigados por eventos específicos.
O caso mais emblemático é o da mineradora Vale. O resultado da empresa foi influenciado pela tragédia do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, que resultou em 238 mortos até o momento.
A crise da Vale acabou impulsionando os preços do minério de ferro e a própria mineradora foi beneficiada pelo movimento, fato que somente os balanços e os negócios das bolsas podem explicar, mesmo sendo um contrassenso, embora o que seja válido são as regras da economia de mercado, na qual vivemos, gostemos ou não. Cita-se a Companhia Vale, pois, diante dos altos custos para tentar minimizar o problema que causou com o desmoronamento das suas hoje tristemente famosas barragens, a empresa registrou prejuízo de R$ 6,4 bilhões, ante um lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no mesmo período do ano passado.
Já a Petrobras fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 4,03 bilhões, resultado 42% menor que os R$ 6,96 bilhões do ano passado. O setor de óleo e gás foi um dos que ajudaram a impulsionar economia entre 2004 e 2013. Já o dólar valorizado garantiu o resultado de parte das empresas exportadoras - como as ligadas ao agronegócio. Mas nem as exportadoras estão imunes aos solavancos: as companhias de papel e celulose foram afetadas nos primeiros meses do ano pelo preço baixo da commodity no mercado internacional. A área fechou o primeiro trimestre com prejuízo acumulado de mais de R$ 1,4 bilhão. Mas, se há um setor que está muito bem é o financeiro. O lucro dos bancos saltou de R$ 17,3 bilhões, nos três primeiros meses de 2018, para R$ 21,2 bilhões, no primeiro trimestre deste ano. É isso o que a economia brasileira está oferecendo, enquanto reformas patinam no Congresso.
No Rio Grande do Sul, reformas avançam, graças às habilidades até surpreendentes, - mesmo que tenha sido prefeito de uma cidade tão importante como Pelotas - do governador Eduardo Leite (PSDB), que tem usado de diálogo, reuniões e de ética, eis que não poupou elogios a José Ivo Sartori (MDB), seu antecessor, pelas iniciativas lançadas.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia
""