Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 20 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

editorial

Alterada em 20/05 às 03h00min

Minha Casa Minha Vida pode ganhar novo impulso

Programa de alta relevância social, mas que ainda não conseguiu zerar o déficit habitacional no Brasil, o programa Minha Casa Minha Vida terá novo e benéfico impulso. É que o governo anunciou como meta o aumento para 2020 na entrega de moradias populares. Hoje, há uma média anual de 400 mil habitações entregues, que será mantida ainda em 2019, mesmo frente aos criticados contingenciamentos de verbas, por conta dos corriqueiros déficits do Tesouro Nacional. Para tanto, a medida vai requerer do governo um grande esforço, segundo o ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional. Haverá uma reestruturação do Minha Casa Minha Vida, exatamente para permitir que, no ano que vem, sejam erguidas 500 mil casas no Brasil.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, ressaltou que uma das principais demandas do setor é o acesso ao crédito, principalmente para as pequenas e médias empresas, e a aprovação da reforma da Previdência. É uma boa notícia até para não decepcionar os mais de sete milhões de brasileiros que ainda não têm a popular casa própria.
Mas, para tanto, prefeituras e governos estaduais devem dar uma contrapartida, que seria a concessão de áreas para a construção de conjuntos habitacionais. Porém, o ideal seria também que estes aglomerados urbanos contassem com a infraestrutura de saneamento básico, água encanada, energia elétrica e, se possível, uma escola de Ensino Fundamental, permitindo que as crianças e adolescentes não precisassem de maiores deslocamentos para estudar.
Um bom programa, o Minha Casa Minha Vida não pode ser abandonado, pois já atendeu a milhares de brasileiros em diversos estados do País. Desta maneira, centenas de pessoas seriam retiradas das ruas das cidades, onde Porto Alegre também tem muitos moradores ao relento, uma triste situação para a Capital e, evidentemente, muito mais para eles, os abandonados à própria sorte.
Antes, a Caixa Econômica Federal (CEF) assinou mais de 200 termos de adesão de estados e de municípios ao programa e outros 600 municípios já manifestaram intenção de aderir. Projetos habitacionais apresentados à Caixa representam 43 mil moradias, espalhados por todo o Brasil. Esse programa tem um alcance social que não se pode cansar de divulgar e enaltecer, pois ter a moradia é algo que dá tranquilidade, segurança e eleva a autoestima das pessoas de todos os níveis sociais.
Atualmente, por exemplo, uma empregada doméstica trabalha anos a fio e tem dificuldades financeiras para adquirir casa ou apartamento, eis que as condições exigidas vão além da sua capacidade de dinheiro e de prazos. Com o Minha Casa Minha Vida não pode haver lugar para decepções, uma vez que serão frustradas as camadas mais pobres da população, de zero até três salários-mínimos, hoje marginalizadas do processo de aquisição nos modelos em que estão implementados. No entanto, que não seja colocado nas costas do governo federal todo o peso da iniciativa, mas dividido também com municípios e estados.
Afinal, a carência de habitações populares é flagrante na Capital e candidatos é não faltam para o Minha Casa Minha Vida. Fazer conjuntos habitacionais em todos os bairros onde for possível é o que se requer, uma vez que há milhares ansiosos por ter o que é seu, um teto para bater no peito e afirmar que têm, sim, onde morar.
Além do mais, agilizar a construção civil é aplicar tecnologia nacional e gerar empregos em uma velocidade rápida, resolvendo, dessa forma, dois problemas, o déficit de casas ou apartamentos e a falta de trabalho.. Em boa hora o governo dará recursos e reativará um programa muito importante. Que não fique apenas na boa intenção.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia