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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de maio de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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15/05/2019 - 03h00min. Alterada em 15/05 às 03h00min

O que é isso, companheiro?

Montserrat Martins
O livro de Fernando Gabeira, "O que é isso, companheiro?", deveria ser lido por todos que querem compreender melhor as décadas de 1960 a 1980, do regime militar no Brasil. Uma profusão de postagens nas redes sociais, defendendo os ideais democráticos, tem como pressuposto que os adversários do regime militar fossem todos defensores da democracia, não distinguindo pessoas tão diferentes como lideranças civis ou guerrilheiros do Araguaia, por exemplo. Gabeira relata seu período na guerrilha urbana e revela, sem meias palavras, os métodos autoritários da esquerda daquelas décadas.
Quando chegou a década de 1980 e o Brasil voltou à democracia, o PT veio a defender a conquista do poder por via pacífica, eleitoral, mas até então os partidos de esquerda acreditavam majoritariamente na conquista do poder pela revolução armada e na "ditadura do proletariado" como método de governo, tanto que quando PT surgiu, foi tratado inicialmente pelos partidos comunistas como um traidor da causa operária. Hoje, mesmo com o discurso democrático para o Brasil, esse novo modelo de esquerda segue defendendo regimes como o chavismo da Venezuela - que não consideram ditadura militar - e criticando "os interesses dos Estados Unidos", mas não os da Rússia e os da China. O discurso de "democracia" vem sendo praticado, assim, a partir de uma visão unilateral da História, visando fazer crer que democracia é um patrimônio da esquerda e uma deficiência da direita. Democracia é uma conquista da Civilização e hoje na Europa é respeitada por governos de direita (Alemanha) ou esquerda (Portugal), com natural alternância no poder.
Na História, já tivemos barbáries dos dois lados, assassinatos em massa praticados por nazistas e fascistas, mas também por stalinistas e maoístas. A violência não está em ter uma ideologia e sim em defender a tomada e a manutenção do poder pela força. Em 1964, para sermos sinceros, os dois lados estavam dispostos a isso.
Psiquiatra
 
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