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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 13/05/2019. Alterada em 13/05 às 03h00min

Um negócio de R$ 23 bilhões

Heitor Schuch
A cifra de R$ 23.160.474.600,00 impressiona por seu gigantismo e, se investido no processo produtivo, poderia alavancar diversos setores da economia. Este valor representa 11% do saldo da balança comercial do Brasil em 2018. Ao invés de ser um valor que poderíamos estar comemorando com a construção de novas fábricas gerando empregos, investimentos no setor de serviços, entre tantas outras atividades produtivas, estamos falando de recursos que serão retirados do bolso dos proprietários de veículos automotores com agregação econômica baixíssima.
Segundo o Denatran, no final de 2018 o total de veículos emplacados no Brasil, entre motos, caminhões, ônibus, carros, reboques, máquinas, era de 100.697.455 e o custo médio da placa modelo Mercosul é de R$ 230,00. Como toda a frota de veículos está obrigada a substituir as placas até 2023, este será o valor absurdo a ser desembolsado por todos os proprietários. As promessas de que o sistema vai acabar com o roubo de carros, garantir mais segurança, facilitar a fiscalização e localização, já haviam sido feitas quando da troca das placas amarelas pelas cinzas, que poucos anos depois passaram a ser substituídas pelas reflexivas. Sem resultados.
Sem falar que a nova placa, por não citar o município, comprometerá ainda mais a segurança nas pequenas e médias cidades do Interior que fazem um monitoramento de carros de outras regiões, como forma de minimizar os problemas de falta de segurança. Estou trabalhando sobre isso junto ao governo e já tive a sinalização do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, de que o novo modelo passará a ser exigido somente para veículos novos. Com isso, R$ 23 bilhões permanecerão no bolso dos brasileiros e não de meia dúzia de empresas fabricantes de placas. Isso também é trabalhar pelo Brasil!
Deputado federal (PSB)
 
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