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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 09/05/2019. Alterada em 09/05 às 03h00min

A venda de estatais gaúchas é necessária?

Ricardo Albert Schmitt
A análise da necessidade de venda de uma empresa não deve ser uma decisão política. O processo de privatização não é novo no Brasil: na década de 1980 iniciou e tomou corpo na década de 1990. Todos os governos que sucederam a Collor, incluindo Lula e Dilma, financiaram os caixas do Estado com a venda de estatais. Uma empresa, seja ela estatal ou não, possui um objetivo social, seja uma distribuidora de energia ou um banco. Ela tem uma finalidade que é representada pelos produtos e serviços que oferece à população. Em troca, é remunerada.
Para sua função, precisa de mão de obra, matérias-primas e investimentos. Mas como então resolver o problema de abastecimento de água ou de distribuição de energia, sem que as estatais façam investimentos? Como investir sem recursos? Na economia de uma família, em um momento de crise, as decisões são baseadas na manutenção do que é essencial. Políticos de esquerda e de direita concordam que, na falta de dinheiro, deve-se abrir mão do supérfluo. Na política, as críticas de oposição ao processo de privatização têm argumentos que precisam ser ouvidos e respeitados. Mas dada a situação falimentar da economia gaúcha, não vemos alternativa. Com a aprovação da PEC do Plebiscito na Assembleia, acenamos com a possibilidade de reversão do quadro atual, facilitando o processo de privatização no RS. Resta-nos exigir do Estado que o processo de venda seja lícito e que vença quem estiver disposto a pagar mais e exigir das empresas privatizadas que ofereçam melhores produtos e serviços. Resta-nos fiscalizar o uso dos recursos angariados, garantindo sejam destinados à redução da dívida e a investimentos em saúde, educação, segurança. Resta-nos deixar o debate filosófico e político para outro momento.
Diretor executivo da StoneCapital Investimentos
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