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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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26/04/2019 - 03h00min. Alterada em 26/04 às 03h00min

Demissão pode ser um presente?

Juliana Rondon
Demissão pode ser um presente? Apesar das tendências de mobilidade profissional, onde se discute atualmente as chamadas "carreiras sem fronteiras", ainda vivemos em um mercado de trabalho que carrega o tabu da demissão. Poucos profissionais têm coragem de se desligar sem ter outra posição para migrar. E poucos são os líderes que conseguem demitir de maneira leve e humana, sem ser no extremo da raiva ou quando realmente chegou ao "fim da linha" a relação de trabalho. Como qualquer final de ciclo, o processo de desligamento é uma construção, salvo se estejamos falando de cortes por crises - e, por vezes, até estes. O desligamento inicia bem antes do ato ser consolidado. Mas uma demissão é um presente quando ele liberta de uma relação que não traz mais prosperidade para ambos os lados. Pensar nossas escolhas de carreira é posicionar as decisões atuais em uma linha temporal longa. Ou seja: "o que construo e desenvolvo impulsiona bons frutos? Estimula a sustentabilidade da minha vida profissional?".
Quando falamos nisso precisamos pensar em qualidade de vida, saúde emocional, empregabilidade e desenvolvimento intelectual. Alimentar ciclos que apenas consolidam conquistas ou reforçam crenças de incapacidade é um erro. O que profissionais não percebem é que fechar ciclos é necessário. Isto deveria ser natural e consequência de um período bem vivido. Porém, na prática, poucas vezes acontece desta forma. E as causas são inúmeras, como dificuldade de elaborar luto, até medo da rejeição ou relações de dependência. Negar a necessidade do encerramento não resolve o problema. Quanto mais falarmos dos novos modelos de trabalho e que, sim, a alta mobilidade carrega consigo mais processos de fechamento e interrupção de ciclos, mais coragem teremos para enfrentar estes momentos.
Psicóloga e coaching de carreiras
 
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