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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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11/04/2019 - 03h00min. Alterada em 11/04 às 03h00min

Governo novo com agenda velha

Pepe Vargas
O governador Eduardo Leite (PSDB), para conseguir a manutenção das alíquotas de ICMS, comprometeu-se a regularizar repasses a hospitais e à saúde das prefeituras, reduzir alíquotas sobre gás de cozinha e pequenos consumidores de energia, priorizar salários do funcionalismo em dia. Não cumpriu, até o momento. Criticou o governo anterior na eleição, mas segue a mesma agenda de Sartor (MDB). Concentra tudo no chamado ajuste fiscal e submete-se às imposições do governo federal. Inclusive àquelas que são lesivas aos interesses do povo gaúcho e à economia do Rio Grande. O governo estadual silencia frente a uma política externa que prejudica o setor primário. As exportações gaúchas de soja e carne de frango já tiveram queda inesperada no início de 2019. Hostilizar a China e o mundo árabe não nos ajudará em nada. Também silenciou quando da retirada das tarifas sobre a importação do leite, arrasadora para uma cadeia produtiva majoritariamente de agricultores familiares. O governador poderia liderar a construção, com governadores, de uma pauta a ser levada ao governo Bolsonaro. Não só o ressarcimento das perdas da Lei Kandir, mas outro encaminhamento para a dívida dos estados, já que o atual não resolve o problema, antes o agrava. Também poderia propugnar por uma nova política econômica, já que a atual não permitirá recuperação da economia, da produção e do emprego.
O governador Leite prefere ser o agente da agenda do governo Bolsonaro, de retirada de direitos sociais, desmonte do setor público, privatizações, de dogmas econômicos e velhas receitas neoliberais aplicadas nos anos 1990, no Brasil e no Rio Grande, que levaram à deterioração das contas públicas, queda dos serviços públicos, baixo crescimento, desemprego estrutural, aumento da pobreza, da fome e da miséria. Leite diz apoiar a dita reforma da Previdência, que penaliza a classe média, os assalariados e os mais pobres. Se os 100 primeiros dias sinalizam o que será o governo, ao final, o Rio Grande estará com mais dificuldades e mais pobre.
Deputado estadual (PT)
 
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