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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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11/03/2019 - 01h00min. Alterada em 11/03 às 01h00min

Tolerância zero para garantir integridade

Manoel Pitrez Filho
O sistema de Compliance ganhou notoriedade no Brasil após deflagrada a Operação Lava Jato. Sua aplicação no setor de empresas e cooperativas médicas teve outra trajetória, que é a sustentabilidade dos negócios e, principalmente, pelo caminho da integridade. O compromisso da organização frente aos seus funcionários e a sociedade vai além do cumprimento de normas jurídicas, que são as fontes primárias das leis e da aplicação de Compliance.
A ideia que norteia este processo nada mais é do que perseguir os princípios de reputação de governança e de atuar com as melhores práticas da boa administração. Compliance é o caráter e a ética de uma organização. E isso significa o engajamento da empresa, do seu presidente ao menor aprendiz, em uma cultura onde os negócios devam ser transparentes. O resultado deste padrão de comportamento tem impacto direto sob o ponto de vista financeiro. Além de um ganho direto, a prática das condutas de gestão se soma ao resultado financeiro, um verdadeiro ganha-ganha para os negócios e para a empresa. Importante destacar que o Compliance atua em três frentes essenciais: prevenir, detectar e corrigir.
A prevenção é que exige mais esforços e investimentos, a começar com a clareza de um Código de Conduta a ser seguido como o norteador da empresa em relação a sua ética e integridade. Como diz o provérbio, "é melhor prevenir do que remediar", mas nem sempre a prevenção está na mente das empresas e dos seus gestores, por isso que detectar as falhas é o segundo pilar presente neste sistema. Ao detectar algo estranho, fora dos padrões definidos, o sinal vermelho será ativado por meios internos de gestão, podendo ser um ato de denúncia sobre atos lesivos ou ilícitos à empresa. E, por fim, o terceiro pilar do Compliance é corrigir a falha de forma imediata, inclusive, com medida disciplinar a ser aplicada imediatamente. Neste ponto, a tolerância é zero, sob pena de colocar em risco os mecanismos de integridade e de credibilidade de todo o sistema.
Vice-presidente da Unimed Federação/RS
 
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