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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 11/03/2019. Alterada em 10/03 às 01h00min

O foco do governo federal e a reforma da Previdência

O assunto nacional na semana passada foi a postagem, pelo Twitter, de um vídeo escatológico, iniciativa do presidente Jair Bolsonaro (PSL), para criticar desvios de conduta no Carnaval.
A atitude logo atraiu repulsa nas redes sociais e fora delas. Claro que o ato dos homens flagrados no vídeo em cena pública foi grotesco. No entanto, isso não ocorreu pela primeira vez. Mas, antes, não tínhamos celulares que filmam tudo, dia e noite, nem redes sociais onde o que se passa de mais sórdido pode ser divulgado livremente.
Parece que não há mais limites e o período momesco tem servido para que muitos extravasem instintos baixos e truculentos. Em Porto Alegre, o que foi visto no bairro Cidade Baixa no período do Carnaval? Baderna e até enfrentamento com a Brigada Militar, que tentou parar com os distúrbios.
São cenas lamentáveis, mas é preciso ter foco, especialmente em nível nacional. Assuntos locais devem ser tratados por autoridades locais.
Enquanto isso, assuntos da mais alta relevância para o País ficaram em segundo plano, até mesmo porque o Congresso Nacional somente recomeçará a trabalhar a partir desta segunda-feira, embora tenha uma pauta de extrema relevância pela frente.
É o caso da reforma da Previdência, principal tema nacional a ser debatido neste primeiro semestre e que precisará de grande esforço do governo para avançar no Legislativo e ter respaldo da população.
Pelo que tem ocorrido não só com o presidente, mas com a inclusão dos seus três filhos, hoje parlamentares, mas palpitando sobre assuntos da alçada do pai e da equipe ministerial, pode-se afirmar que está havendo muito discurso inócuo, que turva o que realmente interessa ao Brasil neste terceiro mês do novo governo.
Jair Bolsonaro e sua equipe fizeram uso inteligente das redes sociais para a campanha na corrida rumo ao Palácio Planalto. Entretanto, agora sendo a maior autoridade do País, o presidente deve se preocupar com as reformas, com a articulação junto ao Congresso Nacional, com a geração de empregos, para tirar o Brasil do atoleiro socioeconômico em que se encontra.
Temos mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. Isso, sim, é uma tragédia a ser enfrentada e que merece atenção, não atos obscenos em uma rua qualquer e que só teve repercussão justamente pela sua divulgação feita por quem deve se resguardar.
Jair Bolsonaro não pode mais se expor como tem feito, notadamente no caso do vídeo. Resolveu mesmo o quê? Com a negativa repercussão, que o governo federal e o presidente tratem de se articular mais nas suas falas, com mais ações e menos teorias.
Um porta-voz - e ele existe no Palácio do Planalto -, para divulgar pensamentos, ações e movimentos do Planalto é o que deverá nortear, doravante, o trabalho em prol dos superiores interesses da nação.
Felizmente, parece que houve um ajuste nas manifestações públicas do Planalto, agora mais voltadas a temas como a reforma da Previdência, o que foi reconhecido e teve impacto imediato, inclusive no mercado.
No mais, vamos tratar daquilo que interessa ao País, sem perder um tempo precioso para o debate das questões fundamentais.
 
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