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Porto Alegre, sábado, 01 de agosto de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 01h00min, 20/02/2019.

O jeitinho GM

Claudio Janta
Condicionando sua permanência no Brasil a um pacote de exigências que não condizem com a própria posição no mercado nacional, a General Motors (GM) deu um recado que pode ser expresso em um ditado nosso: "a tenteada é livre". Os trabalhadores de Gravataí já manifestaram que não estão dispostos a deixar a empresa engrossar os lucros às custas do seu pão e seus direitos. Como esperado, os recursos públicos voltam ao alvo, na barganha de incentivos e isenções fiscais.
Condicionando sua permanência no Brasil a um pacote de exigências que não condizem com a própria posição no mercado nacional, a General Motors (GM) deu um recado que pode ser expresso em um ditado nosso: "a tenteada é livre". Os trabalhadores de Gravataí já manifestaram que não estão dispostos a deixar a empresa engrossar os lucros às custas do seu pão e seus direitos. Como esperado, os recursos públicos voltam ao alvo, na barganha de incentivos e isenções fiscais.
Nos Estados Unidos, a montadora já teve a pele salva pelo governo diante da iminente falência, 10 anos atrás. Diante da nova ameaça de fechamento de fábricas, ao final do ano passado, Donald Trump fez questão de relembrar à presidente da companhia, Mary Barra, sobre sua dívida com o povo americano, advertindo que, em caso de cortes, também seriam eliminados subsídios.
Por lá, a empresa já se reposiciona, anunciando a retirada de linha de alguns modelos e adaptando a linha de produção às novas preferências do mercado americano. Aqui, a GM também é a líder de mercado há pelo menos três anos. A história é mais difícil de engolir se tratando da montadora de Gravataí, que está entre as mais eficientes e lucrativas, já que a revisão da participação de resultados dos funcionários é tema de duas das 21 propostas apresentadas aos trabalhadores.
O mercado automobilístico não é mais um monopólio tão fechado e, se em Gravataí a companhia atingiu resultados notórios, estabelecendo o Brasil como seu terceiro mercado de atuação, também é mérito dos profissionais qualificados que hoje são ultrajados pela companhia. O governo federal já sinalizou que não vai tolerar chantagens. Resta esperar que a companhia faça com que a própria grandeza seja refletida em uma política de negociação, deixando de desrespeitar os colaboradores, o mercado e o Brasil.
Vereador de Porto Alegre (Solidariedade)
 
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